Museu reabre em 12 de setembro com o 39º Panorama da Arte Brasileira, espaços requalificados, novos programas educativos e uma edição especial do Clube de Colecionadores
A reabertura marca o fim de um intervalo iniciado em agosto de 2024, quando o museu fechou para as obras na Marquise, e inaugura uma nova etapa de sua atuação. O primeiro grande evento será o 39º Panorama da Arte Brasileira, com curadoria de Diane Lima e participação de 33 artistas de 11 estados.
O retorno acontece depois de uma segunda frente de obras, desta vez dentro do próprio MAM. Entregue a Marquise em janeiro de 2026, o museu iniciou uma reforma de requalificação assinada pelo escritório Metrópole_arq, de Anna Helena Villela e Silvio Oksman. A intervenção preservou as características do edifício e sua relação com o parque, mas reorganizou os ambientes para tornar a circulação mais simples e acessível. Desníveis foram eliminados, a antiga escada de acesso ao auditório foi retirada e as salas expositivas ganharam um novo forro técnico com trilhos flexíveis.

Mayara Ferrão. Na beira do meu pensamento é 2 de fevereiro, 2026.
A bilheteria agora fica na área externa, enquanto educativo, biblioteca e loja passaram por renovação integral. O projeto também atualizou a infraestrutura necessária para exposições e atividades públicas. A comunicação visual ganhou outro desenho, criado pelo Estúdio CLDT, de Celso Longo e Daniel Trench, com um novo sistema de sinalização pensado para orientar os visitantes pelos espaços.
Para Elizabeth Machado, presidente do MAM, a volta ao Ibirapuera tem um significado que ultrapassa a reabertura física. “É o reencontro do MAM com seu público e com o território que faz parte de sua história”, afirma. Durante o período fora da sede, o museu manteve exposições, projetos e ações em diferentes endereços da cidade. Agora, segundo Machado, essa experiência retorna com a instituição para o parque.
A exposição que conduz essa retomada é o 39º Panorama da Arte Brasileira, intitulado Depois que tudo foi dito. A mostra investiga o que permanece, muda ou aparece depois de acontecimentos aparentemente concluídos e reúne artistas de diferentes regiões do país. Aberta em 12 de setembro, permanece em cartaz até 24 de janeiro de 2027. A edição mantém o papel histórico do Panorama como espaço de acompanhamento da produção brasileira, mas parte de uma curadoria voltada às questões que atravessam o presente.

Rodrigo Cass. Ah esse sagrado! É ar, floresta, espírito!, 2026.
O programa lança anualmente três obras em tiragens de 70 exemplares e, nesta edição, apresenta trabalhos de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass, com lançamento na SP-Arte Rotas Brasileiras 2026, entre 26 e 30 de agosto, na ARCA. Para marcar as quatro décadas do clube, Carmela Gross criou Brasil à mão livre, obra inédita baseada em um mapa do país desenhado de memória. A peça banhada a ouro terá edição de 70 exemplares e também ganha uma versão de grandes dimensões no restaurante do museu, feita com tubos de LED rosado sobre uma grade ortogonal.
No Educativo, o retorno à sede reorganiza a programação em quatro frentes permanentes, Programa de Visitação, MAM Escolas, MAM na Marquise e Ateliê Aberto. Visitas mediadas, oficinas, cursos, contações de histórias e encontros investigativos passam a atender diferentes faixas etárias e perfis de público. Entre as novidades está o Ateliê Aberto, desenvolvido em colaboração com a Universidade de Leeds e voltado a pessoas com deficiência intelectual e autismo. Com a retomada das atividades no Ibirapuera, o museu também volta a oferecer programação mensal e gratuita, com a agenda disponível em seu site.


