Artista valenciano construiu obra que aproxima escultura e arquitetura. Suas peças integram coleções de instituições como o Guggenheim, o Reina Sofía, o Centre Pompidou e o IVAM
O escultor espanhol Miquel Navarro morreu em 1º de novembro de 2026, aos 81 anos. Nascido em Mislata, na região de Valência, o artista foi uma figura central da chamada Nova Escultura Espanhola. A morte foi comunicada pela prefeitura de sua cidade natal, onde nasceu e viveu.
Formado pela Escola de Belas-Artes de San Carlos, em Valência, Navarro iniciou sua trajetória como pintor, mas passou a se dedicar principalmente à escultura a partir de 1972. Sua produção é marcada pela representação da cidade como paisagem escultórica, em composições que articulam referências urbanas e elementos arquitetônicos.

Escultura Fraternitat, em Barcelona, na Espanha. Foto: reprodução/Wikipedia
Nas décadas seguintes, esses conjuntos em escala reduzida deram origem também a esculturas monumentais e obras instaladas em espaços públicos. Entre seus trabalhos conhecidos estão A Pantera Cor-de-Rosa, apresentada em Valência em 1984, e Minerva Paranoica, grande figura de ferro exibida no Palácio de Cristal, em Madri, em 1989. Navarro também realizou obras públicas em cidades como Barcelona, Bruxelas e Valência.
O reconhecimento internacional ganhou impulso com sua participação na exposição Images from Spain, realizada no Guggenheim de Nova York, em 1980. Ao longo da carreira, recebeu distinções como o Prêmio Nacional de Artes Plásticas da Espanha, em 1986, e o Prêmio Internacional Julio González, em 2008.

Escultura Oteando, de Miquel Navarro, em Torrelavega, Espanha. Foto: reprodução/Wikipedia
Obras de Navarro integram acervos do Guggenheim de Nova York e Bilbao, do Museu Reina Sofía, em Madri, do Centre Pompidou, em Paris, e do Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM). Em 2005, o artista doou ao IVAM mais de 500 obras e cadernos que documentam sua trajetória criativa desde 1964.


