VOCÊ  CONHECE O SIMBOLISMO?

Aqui está tudo o que você precisa saber

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Simbolismo foi um movimento artístico e literário que propôs expressar ideias por meio do uso de símbolos, formas, linhas e cores. 

Vincent van Gogh, A Noite Estrelada, 1889.

O nascimento formal do movimento se deu em 1886, na França, com a publicação do Manifesto Simbolista pelo poeta e crítico Jean Moréas. Nele, Moreás se opõe aos preceitos do naturalismo e realismo, pelos quais a arte deve representar a realidade e seus fatos.

Gustave Moreau, Salomé dançando perante Herodes, 1876.

JEAN MORÉAS

O único propósito do Simbolismo é expressar o ideal.

Gustav Klimt, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, 1912.

O Simbolismo não deve ser confundido com o simples uso de símbolos, comum na arte religiosa e do renascimento, em que cada objeto, gesto ou animal tinha um significado. O movimento simbolista pregava a expressão “da alma das coisas”, das ideias e sentimentos, de forma subjetiva.

Contou com metáforas e alegorias que procuraram significados mais profundos além da superfície da pintura. Por isto, os simbolistas podiam explorar o desconhecido e descrever o indescritível, e então dar-lhe forma.

Félicien Rops, Pornocrates, gravura de 1878.

Aqui uma fascinante representação de Édipo e a Esfinge de Gustave Moreau, 1864.

O Simbolismo aborda temas universais como amor, morte e medo.  Um exemplo é O Grito de Edvard Munch. Baseada nas ansiedades da existência moderna, a obra captura o isolamento, a desilusão e a angústia de forma aguçada, com o uso de cores fortes e linhas desencontradas.

Edvard Munch, O Grito, 1893.

Outros temas comuns eram a devassidão e o erotismo.  Gustav Klimt representava a forma feminina com cores translúcidas e iluminadas que valorizavam a sensualidade e intimidade. Por isto, algumas de suas pinturas foram proibidas por serem consideradas escandalosas.

Gustav Klimt, Danae, 1907.

Talvez por isto as obras de Klimt estão entre as mais caras do mundo. A pintura Adele Boch Bauer I foi vendida em 2006 por US$ 135 milhões.

Os membros do movimento percebiam o Simbolismo à sua própria maneira, mas todos compartilhavam uma mentalidade semelhante: uma filosofia antimaterialista e uma afinidade com o misticismo.

Jacek Malczewski, Círculo vicioso,  1895-1897.