UMA VIAGEM  NO TEMPO: Madames e seus cães em  obras de arte

Na arte, o cão muitas vezes foi um símbolo de fidelidade. Mas você também verá a seguir, nesta viagem no tempo, que os cães têm sido símbolos de status, apresentados como companheiros fiéis ou até mesmo como um acessório  de moda.

Édouard Manet, King Charles Spaniel, c. 1866.

SÉCULO 16 Aqui, a madame é uma figura muito segura de si. Verificar sua posição é simples, com todos os atributos disponíveis: joias, um lindo vestido feito do mais rico dos materiais, a cadeira maciça e até mesmo o cachorro parece ser um acessório da época.

Agnolo Bronzino, Retrato de uma senhora com um cachorrinho, ca. 1533.

Um clássico! Vênus está deitada, olhando para o observador. No lado direito da pintura, vemos um cachorro e duas criadas ao fundo. Alguns acreditam que o cachorro aqui é o símbolo da fidelidade, indicando que o olhar direto e o corpo sensual da mulher são apenas para o marido.

Ticiano, Vênus de Urbino, 1538.

Clarissa Strozzi possuía um cachorro da mesma raça de Vênus de Urbino (Papillon). O cachorro parece um pouco desconfiado. Talvez Clarissa tenha puxado o rabo muitas vezes, ou talvez seja uma das características da raça.

Ticiano, Clarissa Strozzi, 1542.

SÉCULO 18  O cachorro de Madame de Pompadour não parece feliz. Ela não lhe dá muita atenção. O pintor a descreve aqui como se fosse apenas mais um acessório, algo para manter o tédio sob controle, assim como o livro que ela está segurando ou a carta sobre a mesa.

François Boucher, Madame de Pompadour, 1758.

SÉCULO 19 Nesse caso, temos uma pintura de uma família feliz e relaxada. Também é interessante como o cão cria um contraponto com o vestido de madame Charpentier, ao lado oposto. O cachorro aqui é amigo da família, seu protetor e membro sempre paciente.

Pierre Auguste Renoir, Madame Georges Charpentier e suas filhas, 1878.

SÉCULO 20 A seguir, a exuberante pintura  de Boldini está cheia de movimento, como se a marquesa tivesse parado apenas por um segundo e estivesse pronta para sair apressada, procurando outra aventura com seu companheiro que combina a coleira com o vestido  de sua dona. 

Giovanni Boldini,  Marchesa Luisa  Casati com um  Greyhound, 1908.

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