ENTENDA AS RADICAIS E FASCINANTES OBRAS DE ADRIANA VAREJÃO

Une petite mort, 2005. © Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello.

Na obra de ADRIANA VAREJÃO, o corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos recorrentes e propõem um exame reiterado e radical da história. Conheça pelas palavras da própria artista como esta trajetória  se desenrolou

Pele Tatuada à Moda de Azulejaria, 1995. © Adriana Varejão. Foto: Jaime Acioli.

"Minha obra é permeada por influências múltiplas e variadas. Um botequim da Lapa, um canto em Macau, uma piscina em Budapeste..."

Ruína de charque Santa Cruz, 2002. Vista da exposição © Pinacoteca de São Paulo. Foto: Levi Fanan.

"Fiz uma seleção de obras que considero representativas em minha trajetória, e conto um pouco das histórias e motivações por trás delas."

Língua com Padrão Sinuoso, 1998. © Adriana Varejão. Foto: Eduardo Ortega.

"Azulejos é a primeira obra em que uso como referência um painel de azulejaria portuguesa. Uma inspiração do Convento de São Francisco, em Salvador. Uma joia do nosso barroco que sempre me inspirou desde o início...."

Azulejos, 1988. © Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello.

"A escultura que tomei como modelo para a pintura Anjos fica no altar-mor da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Recife. Nela se pode notar uma diversidade de cores nos anjos, cujos tons de pele não se repetem, um tema que revisitei anos mais tarde, com as Tintas Polvo..."

Anjos, 1988. © Adriana Varejão Foto: Vicente de Mello.

"Em Mapa de Lopo Homem, abri com faca o quadro, deixando uma ferida aberta ao centro, feita de entranha e sangue e tudo aquilo que o documento oficial jamais mostra: interioridade. A sutura parece não dar conta da tarefa de camuflar toda a violência..."

Mapa de Lopo Homen II, 1994-2004 © Adriana Varejão Foto: Jaime Acioli

"A série Extirpação do mal representa peles tatuadas com algumas imagens de azulejaria, em Salvador. O título ambíguo é complementado pelos respectivos procedimentos terapêuticos: por overdose, curetagem, revulsão, punção e incisura..."

Extirpação do mal por incisura, 1994. © Adriana Varejão  Foto: Sergio Guerini.

"Gosto das ruínas, pois elas servem de metáfora para um tempo inacabado. Indicam a precariedade da noção de projeto e a instabilidade de valores em países como o Brasil, onde o descontínuo é a regra..."

Ruína Brasilis, 2021. © Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello.

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