DESCUBRA POR QUE SÃO SEBASTIÃO É UM ÍCONE GAY

Você pode pensar que os santos têm pouco em comum com a cultura gay, mas há uma exceção para todas as regras. Se você vir um jovem bonito de vinte e poucos anos perfurado por flechas, sabe que é São Sebastião, provavelmente o primeiro ícone gay conhecido.

José de Ribera, Saint Sebastian, 1636.

No entanto, o que um capitão da Guarda Pretoriana, morto por converter romanos ao cristianismo, que é o santo padroeiro dos soldados e atletas, tem a ver com isso? CONTAMOS TUDO A SEGUIR:

Egon Schiele, Self Portrait as St. Sebastian, 1914.

Após sobreviver à condenação de morte por flechadas, Sebastião foi resgatado por Santa Irene de Roma para depois pregar a Diocleciano por seu paganismo. Firme em sua tenacidade, o imperador mandou espancar Sebastião até a morte e seu corpo foi jogado nos esgotos de Roma.

El Greco, El martirio de San Sebastian, 1577-78.

Esta história, porém, está longe das artes visuais e da iconografia estabelecida pelos pintores do Renascimento. São Sebastião é sempre mostrado na fogueira, perfurado por flechas, à espera do martírio com os olhos erguidos  para o céu.

Guido Reni, Saint Sebastian, 1914, 1916.

Seu corpo tenso e nu, coberto apenas por uma tanga, alimentou a imaginação dos pintores a tal ponto que ele pode ser o homem santo mais frequentemente retratado na história da arte.

Guercino, St Sebastian, 1591–1666.

As pinturas de São Sebastião, com seu erotismo lânguido, fizeram os homens verem nele uma impressionante propaganda do desejo homossexual (na verdade, um ideal homoerótico) e um retrato prototípico de um caso de tortura.

El Greco, Saint Sebastian, 1612.

Por que São Sebastião e nenhum outro santo? A romancista Susan Sontag destacou que seu rosto não registra dor física, que sua beleza e seu sofrimento estão eternamente separados um do outro. Uma referência comovente para todos os gays sofredores, não é?

Giorgio Dante, Saint Sebastian, 2014-15.

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