A Revista

QUEM FOI  ALICE NEEL?

Por Iasmine Souza

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Nascida na Pensilvânia, EUA, em 1900, Alice Neel foi uma das pintoras mais mais radicais e irreverentes do século 20. 

Richard Gibbs, 1968.

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Para mim, as pessoas vêm primeiro. Se eu não fosse uma artista, poderia ter sido uma psiquiatra.” (Alice Neel, em 1950)

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Alice não pintava apenas retratos, pintava pessoas. Pintou a família, os amigos, assim como artistas, e moradores do Harlem Espanhol, onde morou em Nova York.

The Spanish Family, 1943.

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Para seus retratos, fazia as pessoas se sentarem de um jeito confortável e presente, como em um divã. Conversavam até que estivessem à vontade, quando ela podia explorá-los em toda a sua complexidade.

Andy Warhol, 1970.

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Isto talvez explique as poses e posturas não tradicionais nos retratos. Sem adereços, decorações ou distrações, ela nos convida a atravessar olhares penetrantes e conhecer. 

Geoffrey Hendricks and Brian, 1978.

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O resultado dessa epifania humana é íntimo e de uma franqueza agressiva, às vezes nada lisonjeira. Afinal, quando vistos por dentro, é assim que somos. Vulneráveis, indefesos. E Alice sabia disso. A humanidade era imperfeita para ela.

Linda Nochlin and Daisy, 1973.

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Eu coleciono almas.” (Alice Neel)

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De seu primeiro casamento com o pintor cubano Carlos Henriquez, restaram apenas duros traumas pessoais: a primeira filha do casal morreu de difteria e a segunda foi levada pelo marido para uma temporada em Cuba e nunca mais retornou.

Nancy and Olivia 1967.

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Um ano após perder a primeira filha, leu uma notícia sobre a morte acidental de um bebê por estrangulamento entre as grades do berço. A tragédia, familiar a ela, inspirou Futility of Effort, de 1930, uma tela revolucionária e comovente.

Futility of Effort, 1930.

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Após um colapso nervoso grave, chegou a tentar suicídio e ficou hospitalizada por quase um ano. A produção desse período envolve a maternidade em uma atmosfera de morbidez, perda e ansiedade. 

Pregnant Julie and Algis, 1967.

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Foi uma pintora extremamente engajada com a franqueza do nu, em especial o da mulher grávida, onde reside a beleza incomum do seu legado.

Pregnant Maria, 1964.

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Estas pinturas foram iniciadas no início dos anos 1960 e trazem sua costumeira honestidade: olheiras, seios volumosos, mamilos protuberantes e pés inchados deixam em evidência a nuance emocional da ansiosa espera de uma gestação. Veja a seguir:

Margaret Evans Pregnant, 1978.

Embora tenha atravessado sete décadas pintando retratos e nus, foi apenas aos 80 anos que resolveu se despir e pintar a si mesma. Em um raro autorretrato, Alice Neel é uma senhora envelhecida de seios flácidos, vestindo nada mais que a própria dignidade e inteligência.

Self-Portrait, 1980.

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Em um momento em que as redes sociais criam um ambiente de projeção de visões idealizadas de nossas vidas, o clamor de Alice Neel por franqueza parece cada vez mais necessário. 

Rita and Hubert 1954.

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Suas pinturas mostram que há beleza em cada um, sem filtros. E, nesse ponto, Alice nos ensina a não desistir de nós mesmos.

Benny and Mary Ellen Andrews 1972.

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Alice Neel: People come first uma exposição entre março e agosto de 2021 no museu  THE MET, Nova York e também disponível online. Esta é uma matéria exclusiva da revista Dasartes Ed. 106. Texto: Iasmine Souza Imagens: © The Estate of Alice Neel. Cortesia THE MET.

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