FILM NO. 4 (‘BOTTOMS’) 1966–7. © Yoko Ono.

DASARTES 141 /

YOKO ONO

AMPLAMENTE RECONHECIDA COMO UMA PIONEIRA DA ARTE CONCEITUAL, VIDEOARTE E PERFORMANCE E CELEBRADA COMO MUSICISTA, YOKO ONO TAMBÉM SE DESTACA POR SEU ATIVISMO PELA PAZ. SUAS ESTRATÉGIAS E COLABORAÇÕES RADICAIS CONTINUAM A RESSOAR COM GERAÇÕES DE ARTISTAS NO DIAS DE HOJE

1933-1945

Yoko Ono with Glass Hammer. Foto: © Yoko Ono.

Yoko Ono nasceu em 18 de fevereiro de 1933, em Tóquio. Passou a maior parte de sua infância no Japão, vivendo nos Estados Unidos por dois curtos períodos, enquanto seu pai trabalhava lá. Cresceu em uma família musical: o pai era um habilidoso pianista de concerto; a mãe tocava múltiplos instrumentos tradicionais japoneses, e a tia russa, Anna Bubnova, era uma violinista célebre. A educação musical de Ono incluiu a tradição da Lied alemã e ópera italiana.

“Aprendemos a afinação perfeita, harmonia, a tocar piano e a compor músicas simples. Recebíamos tarefas de casa nas quais deveríamos ouvir o som do dia e traduzir cada som em notas musicais. Isso me transformou em alguém que constantemente traduzia os sons ao meu redor em notas musicais como um hábito.”

Na primavera de 1945, Ono foi levada para o interior após as Forças Aéreas do Exército dos EUA bombardearem Tóquio, durante a Segunda Guerra Mundial.

“No meio da noite, fomos acordados para descer para o abrigo enquanto os B29s bombardeavam nossa cidade. Foi assustador ver o fogo queimando as casas ao nosso redor. Nós, as crianças, fomos evacuadas para o campo… Havia escassez de tudo, até de papel higiênico. Então nós viramos com o que tínhamos e nos tornamos bastante inventivos. Essas experiências lançaram uma longa sombra sobre minha vida.”

1946-1955

Lighting Piece, 1955.
Foto: © Yoko Ono.

Após o final da guerra, Ono retornou a Tóquio em 1945, frequentando a escola de elite Gakushūin, em 1946. Em 1951, ingressou na Universidade Gakushūin como a primeira estudante de filosofia do sexo feminino.

Após dois semestres, se mudou para Scarsdale, Nova York, seguindo a família, que havia se mudado no ano anterior. Em 1953, matriculou-se na Sarah Lawrence, estudando poesia e composição musical. Lá escreveu algumas das primeiras obras que ela denominou como obras de instrução ou instruction pieces, incluindo a peça Lighting Piece (1955).

“Fiquei muito chateada com os poemas que estava escrevendo… também não estava compondo nada que achasse ótimo… E só para evitar enlouquecer – e isso soa meio dramático, mas eu realmente sentia isso –, costumava fazer coisas bobas,como acender um fósforo e apenas observá-lo até apagar… esses atos se tornaram muito necessários para mim.”

Half-A-Room, from Half–A Wind
Show at Lisson Gallery London.
Foto: Clay Perry © Yoko Ono.

1956-1961

Após abandonar a Sarah Lawrence, Ono se mudou para Manhattan, fugindo com Toshi Ichiyanagi, compositor e pianista japonês, em 1956.

“A pressão de me tornar uma Yasuda/Ono era tão tremenda – intelectual, social, acadêmica e burguesa. A menos que eu me rebelasse contra isso, eu não teria sobrevivido.”

Ono se integrou aos círculos vanguardistas de Nova York, sustentando-se pelo ensino de artes tradicionais na Japan Society.

“Conheci John Cage no final dos anos 50, por meio de Stefan Wolpe. O que Cage me deu foi a confiança de que a direção que eu estava seguindo não era louca. Era aceita no mundo chamado ‘vanguarda’… Conheci todos eles: compositores e artistas. Foi uma sensação ótima saber que havia toda uma escola de artistas e músicos que se reuniam em Nova York na época, que cada um, à sua maneira, era revolucionário.”

Painting to be Stepped On, 1960.

Em seguida, Ono alugou um loft na 112 Chambers Street, onde organizou a Chambers Street Loft Series com La Monte Young, de dezembro de 1960 a junho de 1961, proporcionando um palco para performances vanguardistas.

“O primeiro concerto foi realizado em dezembro de 1960… Era um dia de neve, e foi incrível que John Cage, David Tudor e todas as ‘pessoas bonitas’ viessem de Stony Point, Nova York, naquele tempo… Essa série de concertos começou a ser uma série muito famosa e bem-sucedida rapidamente, apenas por boca a boca. Então, em um desses concertos, Duchamp e Max Ernst estavam lá. Eu pensei que talvez Marcel notasse minha tela Painting To Be Stepped On.”

Painting To Be Stepped On é uma das várias Pinturas de Instrução exibidas por Ono durante a série. Essas obras consistem em uma tela e instruções convidando o espectador a completar a pintura, seja pela ação física ou em sua mente. Elas estão inclusas na primeira exposição individual de Ono, em julho de 1961, na AG Gallery, de propriedade de George Maciunas, que mais tarde fundou o Fluxus.

“As obras em exposição tinham todas algumas funções… quando as pessoas vinham, eu as levava para cada pintura e explicava qual era a função de cada peça… Lembro-me de explicar a Smoke Painting para John Cage e realmente fazer fumaça fina sair da tela… Lembro de Isamu Noguchi, pisando em Painting To Be Stepped On com um par de elegantes chinelos Zohri.”

A Grapefruit in the World of Park, 1961. Fotos: © Yoko Ono.

Em 24 de novembro de 1961, Ono fez sua primeira grande performance, Works by Yoko Ono, no Carnegie Recital Hall. As obras incluíam peças de poesia, A Grapefruit in the World of Park, e AOS – To David Tudor, uma “ópera” multipartes incluindo artistas amarrados com garrafas e latas penduradas tentando andar silenciosamente pelo palco, corpos de artistas empilhados no palco, o som de um vaso sanitário sendo descarregado e várias fitas de áudio tocadas simultaneamente.

1962-1964

Painting to Shake Hands

Add Colour (Refugee Boat). Fotos: © Yoko Ono

Ono retornou ao Japão em 3 de março de 1962, juntando-se ao marido Ichiyanagi. Em 24 de maio, fez um concerto, Série Contemporânea Sogetsu 15: Obras de Yoko Ono, no Centro de Arte Sogetsu, Tóquio. Membros proeminentes da vanguarda de Tóquio participaram de suas obras. Estas incluíam The Pulse, cujos problemas matemáticos eram resolvidos enquanto se faziam sons em um microfone; Lighting Piece, na qual um fósforo era aceso e observado até se apagar; e A Grapefruit in the World of Park. As Instruções para Pinturas de Ono, uma progressão das obras mostradas na AG Gallery, foram exibidas fora da sala de concertos. Essas obras, cada uma composta apenas por uma instrução escrita, marcaram um momento-chave na história da arte conceitual.

 

“Dentre minhas pinturas de instrução, meu interesse se concentra principalmente em ‘pintar para construir na sua cabeça’. Em sua cabeça, por exemplo, é possível que uma linha reta exista – não como um segmento de uma curva, mas como uma linha reta. Além disso, uma linha pode ser reta, curva e algo mais ao mesmo tempo… Um pôr do sol pode durar dias. Você pode comer todas as nuvens do céu. Você pode montar uma pintura com uma pessoa no Polo Norte por telefone, como jogar xadrez. Esse método de pintura remonta à época da Segunda Guerra Mundial, quando não tínhamos comida para comer, e meu irmão e eu trocávamos cardápios no ar.”

A reação da imprensa ao concerto de Ono foi mista.

“Eu tinha esperanças de ser aceita e compreendida no Japão, no que diz respeito ao meu trabalho… E havia tantas tensões pelas quais eu estava passando – relações humanas complexas e assim por diante, e não sei qual foi o motivo, mas tentei cometer suicídio e, depois, em parte por minha própria vontade, estive no hospital psiquiátrico por cerca de um mês.”

Freedom, 1970. Foto: © Yoko Ono.

Em 1962, Ono conheceu o cineasta americano Anthony Cox. No ano seguinte, Ono e Ichiyanagi se divorciaram, Ono e Cox se casaram, e sua filha Kyoko Ono Cox, nasceu em 3 de agosto de 1963.

Cut Piece, 1964. Foto: © Yoko Ono.

Em 1964, Ono mostrou seu trabalho em eventos individuais na Galeria Naiqua, Tóquio, incluindo Fly, cujos os participantes foram instruídos a “voar”, e Morning Piece, em que Ono vendia “manhãs futuras”, com suas datas escritas em pedaços de papel presos a cacos de vidro. Ela também performou Morning Piece muitas vezes no telhado de seu apartamento e em um parque.

“Evento, para mim, não é uma assimilação de todas as outras artes como o Happening parece ser, mas uma extricação das várias percepções sensoriais. Não é um ‘encontro’ como a maioria dos happenings são, mas um lidar consigo mesmo. Além disso, não tem script como os happenings têm, embora tenha algo que o faça começar a se mover – a palavra mais próxima para isso pode ser ‘desejo’ ou ‘esperança’.”

Algumas semanas depois, Ono estreou uma de suas obras de performance mais importantes, Cut Piece, no Concerto de Música Avant-Garde Contemporânea Americana: Insound and Instructure, Yamaichi Hall, Kyoto, em 20 de julho de 1964. Ono se sentou em silêncio no palco enquanto a plateia cortava pedaços de suas roupas.

“Foi uma forma de dar e receber. Foi uma espécie de crítica contra os artistas, que sempre estão dando o que querem dar. Eu queria que as pessoas pegassem o que quisessem, então foi muito importante dizer que você pode cortar onde quiser.’

O envolvimento de Ono com o grupo Fluxus cresceu, apresentando-se na Fluxorchestra no Carnegie Recital Hall, em 25 de setembro de 1965. Em 1966, Maciunas convidou Ono a usar uma câmera de filme científico de alta velocidade. Os filmes mostravam o acendimento em câmera lenta de um fósforo e o piscar de olhos, respectivamente. No início daquele ano, Ono também filmou as nádegas nuas de pessoas associadas ao Fluxus.

Painting to Hammer a Nail, 1966.

SKY TV, 1966.
Fotos: © Yoko Ono

Em setembro de 1966, Ono participou do Simpósio de Destruição na Arte (DIAS) em Londres, que reuniu um grupo internacional de artistas. Ela deu uma palestra durante o simpósio e foi a única mulher com um evento solo. A artista permaneceu em Londres, posteriormente divorciando-se de Cox. Em novembro, ela abriu uma exposição solo, Pinturas e Objetos Inacabados de Yoko Ono, na Indica Gallery, em Londres, exibindo a nova direção conceitual baseada em objetos de sua prática. As obras incluem Painting to Hammer a Nail, onde os visitantes são convidados a martelar um prego; White Chess Set, um jogo de xadrez inteiramente branco que os visitantes podem jogar; e SKY TV, uma televisão mostrando uma transmissão ao vivo do céu.

“Na galeria, uma pessoa me perguntou se podia mesmo martelar um prego na pintura. Eu disse que podia se ele pagasse 5 xelins. Em vez de pagar os 5 xelins, ele perguntou podia martelar um prego imaginário. Era John Lennon. Eu pensei: conheci um cara que joga o mesmo jogo que eu.”

Entre 1966 e 1967, Ono criou uma versão de um longa-metragem, retratando duzentas nádegas como uma “petição pela paz”. Foi banido pela Junta Britânica de Censura de Filmes. Ono protestou enviando flores para os escritórios da Junta e distribuindo flores para os transeuntes.

“Em 50 anos ou algo assim, que é como dez séculos a partir de agora, as pessoas vão olhar para o filme dos anos 1960… e verão um enxame repentino de nádegas expostas, que essas nádegas, na verdade, pertenciam a pessoas que representavam a cena de Londres. E espero que eles vejam que os anos 1960 não foram apenas a era das conquistas, mas também do riso. Este filme, na verdade, é como uma petição sem objetivo assinada por pessoas com seus ânus. Da próxima vez que desejarmos fazer um apelo, deveríamos enviar este filme como uma lista de assinaturas.”

1968-1974

perdi a liberdade.

Bed-in for Peace, 1969. Foto: © Yoko Ono.

Ono e Lennon fizeram sua primeira aparição pública juntos com o Acorn Event, em 15 de junho de 1968, plantando dois carvalhos do lado de fora da Catedral de Coventry como um ato de paz, iniciando anos de ativismo para o casal. Em 20 de março de 1969, Ono e Lennon se casaram. Para a lua de mel, organizam o Bed-in for Peace, um evento antiguerra em seu quarto de hotel no Amsterdam Hilton, de 25 a 31 de março. O Bed-in foi organizado novamente em Montreal, no Hotel Queen Elizabeth, de 26 de maio a 2 de junho, onde escreveram e gravaram Give Peace a Chance. Convidaram a imprensa e celebridades, ganhando ampla atenção da mídia.

Bed-in foi teatro. Foi uma declaração em um nível muito teatral… Acho que o que fizemos teve um efeito. Por exemplo, a música Give Peace a Chance abriu possibilidades para mudar o mundo através de músicas.”

Em 1971, Ono e Lennon se mudaram para Nova York. A exposição de Ono, This is not here, abriu em outubro, no Everson Museum of Art, em Syracuse, onde mais de cem participantes, incluindo John Cage e Andy Warhol, contribuíram com recipientes que Ono encheu com água conceitual.

Em 1º de abril de 1973, em resposta a questões pessoais de imigração, Ono e Lennon declararam a formação de um país conceitual, Nutopia, do qual qualquer pessoa pode se tornar cidadã. Em outubro de 1973, Ono e Lennon se separaram.

“Eu realmente precisava de algum tempo porque estava acostumada a ser uma artista e livre e tudo mais, e quando me juntei a John, como estamos sempre sob os olhares do público, perdi a liberdade.”

1975-1999

Árvore dos Desejos, 1966. Foto: © Yoko Ono.

Ono e Lennon se reuniram em janeiro de 1975. Seu filho, Sean Ono Lennon, nasceu em 9 de outubro. Eles fizeram uma pausa no trabalho nos cinco anos seguintes; Lennon cuidava do filho deles, enquanto Ono cuidava dos assuntos comerciais. Em agosto de 1980, Ono e Lennon retornaram ao estúdio para gravar seu primeiro álbum juntos desde 1972. Double Fantasy foi lançado em novembro. Menos de um mês depois, em 8 de dezembro de 1980, John Lennon foi assassinado.

“Era como se o carro que tivéssemos dirigido juntos ainda estivesse em alta velocidade. As rodas ainda estão girando, e em vez de tentar frear, tenho que deixá-las girar por um tempo. Nos anos seguintes, foi a música que me fez sobreviver.”

Ono se envolveu em ativismo antinuclear, participando de um fórum internacional em Moscou, em 1987. Durante esse período, começou a trabalhar com bronze, fazendo novas versões de obras dos anos 1960.

Uma exposição no Whitney sinalizou um renovado interesse na prática de Ono; com a ajuda do curador e arquivista Jon Hendricks, seu trabalho foi exibido extensivamente pelo mundo. A artista embarcou em uma infinidade de novas obras de arte, incluindo Franklin Summer, uma série contínua de desenhos iniciada em 1994, e Árvore dos Desejos, mostrada pela primeira vez, em 1996, na Shoshana Wayne Gallery, na Califórnia.

Quando criança no Japão, costumava ir a um templo e escrever um desejo em um pedaço de papel fino e amarrá-lo em um nó ao redor do galho de uma árvore. As árvores nos pátios dos templos sempre estavam cheias de nós de desejos das pessoas, que pareciam flores brancas florescendo de longe.

2000-2023

My Mummy Was Beautiful ,2004. Foto: © Yoko Ono.

A maior exposição de Ono até a data, Yes Yoko Ono, abriu em 2000 na Japan Society, em Nova York, e fez uma digressão por 12 locais em toda a América do Norte e Ásia Oriental. Desde então, Ono teve mais de trinta grandes exposições individuais em todo o mundo.

“Eu não quero olhar para trás. Quando eles iam fazer uma exposição retrospectiva minha, eu perguntei ‘Por quê? Não é isso que você faz quando o artista está morto ou algo assim?’… Então eles decidiram não a chamar de retrospectiva.”

Ono estabeleceu a Bolsa LennonOno para a Paz em 2002. Em 2003, seu trabalho foi mostrado na 50ª Bienal de Veneza, incluindo Wish Tree, Declaração de Nutopia, assinada por Ono e Lennon, em 1973, e Imagine Map Piece, cujos espectadores eram convidados a carimbar “IMAGINE PAZ” em mapas em grande escala.

Em 2004, Ono criou My Mummy Was Beautiful para a Bienal de Liverpool, com imagens dos “peito e vagina” de uma mulher (conforme observado por Ono para fazer referência às primeiras coisas que uma criança vê após o nascimento), distribuídas por toda a cidade, e um convite para os visitantes compartilharem mensagens sobre suas mães no Tate Liverpool.

Em 2023, Sean Ono Lennon criou uma “árvore dos desejos” virtual para marcar o nonagésimo aniversário da artista, incentivando as pessoas a fazerem um desejo ou plantarem uma árvore em sua homenagem. Ono continua vivendo e trabalhando em Nova York.

“Deixe-me ser livre. Deixe-me ser eu! Não me faça velha, com seu pensamento e palavras sobre como eu deveria ser… Estou cobrindo meus ouvidos para não ouvir vocês! Porque dançar no meio de uma sociedade ageísta é uma viagem solitária.”

Kira Wainstein é assistente
de pesquisa e curadoria
no Tate Modern, London.

YOKO ONO• MUSIC OF THE
MIND • TATE MODERN •
LONDRES • 15/2 A 1/9/2024

 

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