Celebrando seus dez anos de carreira, Naira Pennacchi publica pela editora WMF Martins Fontes seu livro homônimo, com projeto gráfico assinado por Luciana Facchini. Organizado por Mario Gioia, a obra reúne toda sua produção até o momento, composta por esculturas, instalações e pinturas. Os textos são assinados pelos curadores e críticos de arte Mario Gioia, Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias.
Nas palavras de Ana Avelar no texto que integra a edição, o trabalho de Naira une “figurações barroca, rural mineira e desejo de abstração”, numa linguagem e uso da cor que evocam as gramáticas de Matisse e Cristina Canale, só para citar duas das influências mais evidentes.
Para Bianca Coutinho Dias, que assina texto com olhar que passa pela psicanálise, “são paisagens internas, de um interior que pode ser de casa, da cultura caipira, ou paisagens de uma instância afetiva, psicológica e subjetiva”, delineia. “A aparição acontece não como representação, mas como enigma”, completa. Psicanalista, a crítica de arte também chama a atenção para sua “paleta carregada de pulsação própria, como se sua cor convoasse outras,
numa atmosfera imersiva de sonho e delírio”.
Ainda na perspectiva da crítica em texto presente no livro, nas obras presentes em seu trabalho, seja em telas, objetos ou vídeos, “há um fricção entre a figuração barroca rural e mineira”, presente nas imagens recorrentes de sua infância em Jacutinga, cenário rural, como galos e teleiros que servem de base para os pigmentos densos que criam quase relevos nas composições, “um jogo entre interior e exterior, memória e transmissão”.
O livro, em edição bilíngue Inglês / Português, possui 256 páginas.
Organizador: Mario Gioia. Versão para o inglês: Alessandra Duarte
Tamanho: 20 x 26, pela Editora WMF Martins Fontes.
Preço: R$ 200.

