Novas imagens de segurança divulgadas esta semana mostram detalhes do roubo de America (2016), a polêmica obra do artista italiano Maurizio Cattelan – um vaso sanitário de ouro maciço de 18 quilates avaliado em US$ 6,1 milhões. A peça foi furtada do Palácio de Blenheim, na Inglaterra, em setembro de 2019, e o caso voltou aos tribunais com o início do julgamento de três dos cinco suspeitos envolvidos no crime. O vídeo, apresentado na Corte da Coroa de Oxford, registra a ação dos criminosos, que entraram no prédio antes do amanhecer, desmontaram a peça e fugiram em dois carros.
Imagens da câmera de segurança do roubo de 2019 (vídeo via Associated Press no YouTube)
Os promotores acreditam que America foi destruído e vendido em pedaços de ouro. O julgamento trouxe à tona novos detalhes, incluindo a suspeita de que um dos réus, Michael Jones, teria visitado a exposição semanas antes do roubo para fotografar uma janela usada como ponto de entrada no edifício. Segundo o site Hyperallergic, entre os acusados, James Sheen já confessou sua participação no crime, enquanto outros três suspeitos negaram envolvimento. O Palácio de Blenheim e a galeria Gagosian, que representa Cattelan, não comentaram o caso.
Criada como uma sátira sobre a ostentação do mundo da arte, a obra foi originalmente exibida como um vaso sanitário funcional no Museu Guggenheim de Nova York entre 2016 e 2017. Em 2018, o museu chegou a oferecê-la para empréstimo à Casa Branca, após um pedido do então presidente Donald Trump por uma obra de Van Gogh. Em 2019, Cattelan afirmou ao New York Times que inicialmente pensou que o roubo fosse uma brincadeira e declarou: “Quero ser positivo e pensar que essa ação foi inspirada no Robin Hood.”


