Terceira semana de obras especiais na Galeria Simone Cadinelli

Esta é a terceira semana em que a galeria reúne em suas páginas no Instagram e Facebook obras de artistas representados ou que tenham trabalhos na galeria. No site https://www.simonecadinelli.com estão todas as obras postadas desde 30 de março, e o interessado pode se inscrever para receber a newsletter semanal, gratuita, com as informações dos artistas e seus trabalhos. No total, serão 15 artistas que terão trabalhos expostos, semana a semana, em uma seleção com curadoria da própria galeria.

Nesta segunda-feira foi exibida a obra “Horologiorum” (2019), de Ursula Tautz, desenvolvida na residência artística Echangeur 22, em Saint-Laurent des Arbres, França, em 2019. Relógio, em latim, o trabalho composto por pigmentos e outros elementos encontrados na região francesa, “marca um tempo sem controle, dionisíaco: do prazer, das memórias e comemorações”. Os componentes da obra são pedras, granito, pigmento dourado, pigmento lavanda, terra, seixos, vergalhões de latão, e peça de cristal com arame.

Ursula Tautz, Horologiorum, 2019

De Isabela Sá Roriz será exibida virtualmente, a partir de quarta-feira dia 15 de abril, a obra “Flácida” (2018), que cria um diálogo entre o rígido e maleável, e a “impermanência dos corpos”. É feita de elastômero (polímero, macromoléculas) e vidro. Os trabalhos escultóricos e instalativos de Isabela Sá Roriz discutem a tensão e equilíbrio das formas, e ela utiliza materiais formados por polímeros – marcromoléculas –, que também estão presentes no corpo humano.

Isabela Sá, Flacida, 2018. Foto: Mario GrisolliInspirado nas formas do construtivismo e na arquitetura da cidade, Urbano Iglesias produz esculturas em ferro em diversos formatos. Suas produções partem de um rigor geométrico que envolvem a dissolução da matéria dura do ferro em ondulações em vermelho. Na sexta-feira dia 17 de abril, o público verá a imagem do trabalho “Sem Título” (2018), em ferro.

Urbano Iglesias

Nas mídias sociais o público também pode acompanhar as dicas de arte que artistas, curadores e parceiros têm compartilhado para este momento de isolamento social.

ACESSO À PRODUÇÃO DOS ARTISTAS
Estas ações mantêm a galeria ativa para os amantes da arte, face ao seu fechamento temporário em virtude das medidas para se conter o COVID-19. “A galeria pretende possibilitar que os colecionadores, assim como os demais admiradores da arte contemporânea, tenham acesso maior às produções de nossos artistas e ao nosso vasto catálogo. É uma maneira de contornarmos este período grave, e oferecer uma janela, uma aproximação para se conhecer trabalhos em diferentes conceitos e linguagens. A seleção foi pensada para mostrar obras que dialogassem com as sutilezas e tensões das relações humanas e sociais, a paisagem e a memória”, destaca Érika Nascimento, gestora artística da galeria.

Os quinze artistas integrantes da programação virtual são: Claudio Tobinaga, Fernanda Sattamini, Gabriela Noujaim, Isabela Sá Roriz, Jeane Terra, Jimson Vilela, Kammal João, Leandra Espírito Santo, Patrizia D’Angello, Roberta Carvalho, Sani Guerra, Stella Margarita, Urbano Iglesias, Ursula Tautz e Yoko Nishio.

SOBRE OS ARTISTAS DA SEMANA DE 13 A 17 DE ABRIL DE 2020

URSULA TAUTZ – Nasceu em 1968 no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha.

Desenvolve sua pesquisa a partir de proposições multimídia: instalações, fotografias, desenhos, vídeos, objetos.

Em data a ser confirmada – por conta da pandemia do COVID-19 – a artista apresentará a individual “O Som do Tempo”, no Paço Imperial do Rio de Janeiro.

Ursula Tautz cursou a ESPM, e depois frequentou oficinas da School of Visual Arts of New York. A partir de 2005 foi aluna da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou da Siart Bienal 2018 – Bienal Internacional de Arte da Bolívia em La Paz, e de várias exposições coletivas, como “Monumental Arte na Marina da Glória” (RJ, 2016); “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015”. Além das individuais “Frestas por onde Muros escoam” (2017) reinaugurando o Jardim da Reitoria da Universidade Federal Fluminense/RJ; “Lugar familiar” (Zipper Galeria/SP, 2016) e “Fluidostática”, na Galeria do Lago – Museu da República (RJ, 2015). Foi selecionada para o “Programa Olheiro da Arte” (2010), e finalista do Prêmio Mercosul das Artes Visuais Fundação Nacional de Arte – FUNARTE (2016). Suas obras integram o acervo do Museu de Arte do Rio (MAR).

ISABELA SÁ RORIZ – Nascida em 1982, no Rio de Janeiro, onde vive e
trabalha, Isabela Sá Roriz é artista visual, mestre em Linguagens Visuais pela UFRJ (2012), onde por quatro anos foi professora temporária no curso de Artes Visuais/Escultura da Escola de Belas Artes. Ganhou o primeiro lugar na XX Bienal de Santa Cruz de La Sierra, em 2016, e foi finalista do III Prêmio Reynaldo Roels Jr., em 2018, e selecionada para o programa de imersões artísticas, ambos na EAV Parque Lage, em 2019. Participou do Programa Incubadora Furnas Sociocultural, que abrigou e investiu em artistas plásticos emergentes. A artista participou de mostras no Brasil e no exterior em importantes espaços culturais, como: Fundação Eugênio de Almeida, em Évora, Portugal, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Solar dos Abacaxis, Museo de Arte Contemporáneo de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

A construção de alguns de seus trabalhos evoca instabilidades físicas para desestabilizações ideológicas, propõem uma ação confrontadora diante de perspectivas dominantes e resignações pessoais, construindo pequenos “ataques” subjetivos, apontamentos poéticos, entendendo também a impermanência de sua temporalidade. Assim, “a instância política é poética, e entendo o espaço como uma categoria produtiva, um acontecimento, o local das transformações sociais e não um fundo à priori homogêneo ou heterogêneo, onde as ações se estabelecem”.

Ganhou as bolsas de pesquisa Formação Deformação – Qualquer Direção fora do centro, na EAV Parque Lage, 2018; Capes (Mestrado), 2011; e Iniciação Artística e Cultural, UFRJ (Graduação), 2006 e 2007.

 

 

URBANO IGLESIAS – Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Arquiteto e artista
plástico, após sua formação em arquitetura realizou projetos na Ilha da Madeira, convivendo durante boa parte de sua trajetória entre Brasil e Portugal, o que permitiu sua aproximação na arte da azulejaria. Isto possibilitou também que, mais tarde, desenvolvesse painéis em azulejos pintados em diversas estações do metrô do Rio de Janeiro. Suas obras fazem parte do cotidiano carioca e suas esculturas nascem com este olhar: do rigor arquitetônico à relação com o meio urbano. Tendo como referência o construtivismo e o equilíbrio da forma observada nos móbiles e instalações do artista Alexander Calder, Urbano desenvolve esculturas em diferentes escalas em ferro e, em alguns trabalhos, utiliza a combinação deste material com a madeira.

Serviço: Simone Cadinelli Arte Contemporânea
Site: https://www.simonecadinelli.com/
Facebook: @galeriasimonecadinelli/
Instagram: @simonecadinelli.com/selecao-obras

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