O circuito da SP-Arte ganha um novo impulso em 2026 com a criação do Prêmio MECA SP-Arte ABACT
A iniciativa conecta artistas brasileiros a uma experiência de residência artística no Instituto MECA. O programa acontece durante a feira, entre 8 e 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, e é voltado a artistas representados por galerias associadas à ABACT participantes da edição.
O artista selecionado terá acesso a uma residência de dois meses em Niterói, com uma estrutura robusta: moradia, passagem aérea, bolsa auxílio, verba para produção e acompanhamento curatorial. A experiência inclui ainda o uso dos ateliês e oficinas do Estaleiro Mac Laren, além da possibilidade de integrar a programação expositiva do instituto no Museu de Arte Contemporânea de Niterói.
O anúncio do vencedor será feito no dia 9 de abril, durante a própria SP-Arte. Em sua estreia, o prêmio já demonstra relevância: recebeu 21 inscrições, com a indicação de 41 artistas visuais. O júri reúne nomes importantes do circuito, como Bianca Bernardo, Eduardo Mac Laren, Pablo León de la Barra, Fernanda Feitosa e Tamara Perlman, reforçando o peso institucional da iniciativa.
Mais do que apoio financeiro, a proposta do programa aposta na imersão como ferramenta de transformação. Segundo a curadora Bianca Bernardo, residências artísticas ampliam trajetórias ao oferecer tempo, deslocamento e troca — e, no caso do MECA, esse processo é potencializado pela relação direta com o território, o estaleiro e as comunidades da Ilha da Conceição e da Baía de Guanabara.
Criado em 2024, o Instituto MECA se consolida como um novo polo de experimentação no Brasil. Instalado em um conjunto arquitetônico do século XVIII dentro de um estaleiro ativo, o espaço desenvolve projetos que atravessam memória, ancestralidade e ecossistema local. Ao final de cada residência, os trabalhos ganham visibilidade em exposição no MAC Niterói, ampliando o alcance das pesquisas desenvolvidas.


