Um novo levantamento da Art Basel e do banco UBS revelou que as mulheres estão entre as maiores investidoras em arte e antiguidades no cenário global. O Survey of Global Collecting 2025, conduzido pela economista Clare McAndrew, entrevistou 3.100 colecionadores de alto poder aquisitivo em dez grandes mercados de arte. De acordo com o estudo, mulheres com patrimônio superior a US$ 1 milhão aplicaram, em média, 46% mais recursos em obras e objetos de arte do que os homens. Além disso, elas demonstraram maior disposição em adquirir trabalhos de artistas pouco conhecidos, contrariando a percepção de que seriam mais avessas ao risco.
A pesquisa também aponta uma transformação geracional significativa no colecionismo. Cerca de 75% dos participantes pertencem às gerações Z e millennial, cuja atuação tem “reconfigurado a própria natureza do colecionismo”, segundo o diretor-executivo da Art Basel, Noah Horowitz. Esses novos colecionadores, mais jovens e conectados, destinam cerca de 20% de sua riqueza à arte — proporção que era de 15% no ano anterior — e mostram preferência por mídias digitais, vídeo e arte em novos formatos, enquanto os boomers seguem priorizando a pintura tradicional.
O relatório destaca que o crescimento do patrimônio feminino, o aumento no número de bilionárias e a transferência de riqueza prevista entre gerações até 2048 estão impulsionando a presença das mulheres no mercado de arte. Mais da metade das entrevistadas afirmou ter comprado obras de artistas descobertos no último ano, indicando renovação e diversificação nas práticas de aquisição. Apesar das incertezas econômicas e da queda nas vendas em leilões públicos, o estudo conclui que o engajamento geral dos colecionadores permanece sólido, com as galerias se consolidando como o principal canal de compra para 83% dos participantes.


