O roubo das joias da coroa francesa no Museu do Louvre, em Paris, continua revelando novos desdobramentos. As investigações expuseram falhas graves na segurança da instituição — incluindo o uso da senha “Louvre” no sistema interno — e levaram à prisão de um ex-segurança e influenciador digital suspeito de envolvimento no crime. Enquanto a auditoria nacional aponta que a modernização completa do museu só deve ser concluída até 2032, as joias seguem desaparecidas.
Senha de segurança do Louvre era “Louvre”
Um detalhe curioso chamou atenção nas investigações sobre o roubo das joias da coroa francesa no Museu do Louvre: a senha do sistema de segurança era simplesmente “Louvre”. A revelação, feita após a auditoria nacional francesa, expôs a fragilidade do protocolo de proteção do museu, já considerado defasado. O caso, somado à constatação de que apenas 39% das salas tinham câmeras ativas, reforçou as críticas sobre a lentidão na modernização da segurança — um processo que, segundo o relatório, só deve ser concluído em 2032.
Ex-segurança é suspeito
Um dos suspeitos do roubo das joias da coroa francesa no Museu do Louvre é Abdoulaye N., ex-segurança e influenciador conhecido nas redes sociais como Doudou Cross Bitume. Preso seis dias após o crime, o homem de 39 anos teria invadido a Galeria Apollo por uma janela destrancada e fugido de motocicleta. Seu DNA foi encontrado em objetos abandonados no local. Com antecedentes por furto e outros delitos, Abdoulaye já trabalhou em empresas como a UPS e o Centro Pompidou. Apesar das prisões, as joias — avaliadas em milhões e pertencentes a Napoleão e à Imperatriz Josefina — ainda não foram recuperadas.
Auditoria de segurança
Uma auditoria nacional revelou falhas graves na segurança do Museu do Louvre, apontando que apenas 39% das salas tinham câmeras ativas em 2024 e que o sistema só deve ser modernizado até 2032. O relatório também criticou o uso de recursos da instituição, que priorizou aquisições de arte e projetos de visibilidade pública em vez de investir em manutenção e segurança. Após o roubo das joias da coroa francesa, o ex-comissário europeu Pierre Moscovici afirmou que o caso serviu como “um alarme ensurdecedor” sobre a fragilidade da segurança no museu.

Coroa da imperatriz francesa Eugênia, uma das peças roubadas do museu do Louvre em 19 de outubro de 2025 — Foto: Museu do Louvre/Divulgação
Restauração de coroa imperial
O Museu do Louvre confirmou que a coroa imperial da Imperatriz Eugénie, derrubada durante o assalto de 19 de outubro, será restaurada. A joia, adornada com mais de 1.300 diamantes, foi a única peça recuperada após o roubo das joias da coroa francesa. Segundo a diretora Laurence des Vehicles, o processo de restauração contará com apoio de patronos e simbolizará o “renascimento” do museu.


