Mais de mil itens do acervo do Museu de Oakland, na Califórnia, foram roubados na madrugada de 15 de outubro, em um depósito externo da instituição. O furto, divulgado pelas autoridades no dia 29, ocorreu apenas quatro dias antes do roubo no Louvre, reacendendo os debates sobre segurança em museus. O FBI mobilizou cerca de 20 investigadores de sua equipe de crimes de arte para atuar no caso, que segue sem suspeitos identificados.
Entre os objetos levados estão artefatos indígenas, presas de morsa gravadas do século XIX, duas cestas nativas do início do século XX e três colares de prata da joalheira modernista Florence Resnikoff. O museu informou que já entrou em contato com a tribo associada a parte das peças, mas pediu que seu nome não fosse divulgado. Também foram levados daguerreótipos, broches políticos, lembranças históricas e até laptops usados pelos funcionários.

O “Colar Marinho Reversível” (1975) de Florence Resnikoff estava entre os itens roubados. (todas as imagens são cortesia do Museu de Oakland da Califórnia)
A diretora do museu, Lori Fogarty, classificou o ocorrido como “um ato descarado que rouba do público o patrimônio cultural do nosso estado”. Segundo o museu, a maioria dos itens havia sido doada e integrava uma coleção de cerca de dois milhões de objetos relacionados à história, arte e meio ambiente da Califórnia. As autoridades acreditam que o crime tenha sido uma ação de oportunidade, e não um roubo planejado por criminosos experientes. O FBI ainda solicita informações que possam ajudar na investigação.


