Um ousado assalto em plena luz do dia ao Musée Cognacq-Jay, em Paris, resultou em uma indenização superior a US$ 3,9 milhões paga à Royal Collection Trust. O episódio, ocorrido em novembro de 2024, envolveu o furto de sete requintadas caixas de rapé — incluindo duas peças emprestadas pela Coroa Britânica — durante a exposição Luxe de Poche, dedicada ao luxo portátil do século XVIII. Segundo o relatório anual da Royal Collection, os valores recuperados por meio do seguro serão destinados à preservação e ampliação do acervo real.
Segundo o portal Artnet, entre os itens subtraídos, destacava-se uma raríssima caixa fabricada em Berlim na década de 1770 para Frederico III da Prússia, com estrutura em jaspe verde, moldura de ouro e incrustações de cerca de três mil diamantes. Outra, datada de 1740, exibia uma representação da cena do Nascimento de Vênus, adornada com ouro e lápis-lazúli. A ação criminosa durou menos de três minutos: os assaltantes, armados com machados e bastões, invadiram o museu durante o horário de funcionamento, quebraram as vitrines diante de visitantes e funcionários e fugiram em motocicletas sem deixar feridos.
As peças furtadas pertenciam a importantes coleções europeias, incluindo o Museu do Louvre e a coleção Rosalinde e Arthur Gilbert, emprestada ao Victoria and Albert Museum, em Londres. A exposição, que havia tido sua temporada estendida devido ao sucesso de público, foi encerrada permanentemente após o roubo. As investigações seguem sob responsabilidade da polícia francesa e de unidades especializadas da Prefeitura de Paris. Segundo nota oficial, todas as medidas de segurança foram revistas, e uma equipe de apoio psicológico foi mobilizada para atender testemunhas do crime.


