Roma descobre o homem por trás de pichações

O post na página do Facebook do prefeito de Roma foi triunfante: a polícia localizou um homem “antes considerado impossível de se capturar”, disse ela ao anunciar que após uma investigação de um ano, as autoridades haviam descoberto a identidade real do pichador conhecido apenas como Geco.

Durante anos, seu psudônimo marcou inúmeras estações de metrô e pontes romanas, prédios abandonados e escolas, parques e galerias. Adesivos com seu nome foram afixados em inúmeras placas de rua, postes de luz e bancas de jornal.

“Ele sujou centenas de muros e edifícios em Roma e outras cidades europeias, que tiveram que ser limpos usando fundos públicos”, escreveu a prefeita, Virginia Raggi, nas redes sociais esta semana. Ela postou uma foto de “centenas de latas de tinta spray, milhares de adesivos”, e outros materiais que ela disse que os investigadores haviam confiscado do apartamento do grafiteiro mais procurado de Roma.

As autoridades da cidade não divulgaram o nome verdadeiro de Geco. Mas os meios de comunicação italianos o identificaram, sem dizer como obtiveram sua identidade. Foram dados poucos detalhes pessoais sobre o homem, que se acredita ter uns 20 anos e ser originalmente de Roma. O advogado dele não confirmou seu nome verdadeiro.

Geco não é tão conhecido como Banksy, o artista-provocador mais famoso do mundo, cuja identidade real permanece um segredo. Mas ele fez criou seu nome em Roma, onde suas etiquetas pareciam estar em todos os lugares, enquanto sua verdadeira identidade – no espírito de seu homólogo mais famoso – era mantida em segredo.

Paulo von Vacano, editor e especialista em arte urbana contemporânea, disse que marcar “é algo brutal, arcaico”, acrescentando: “Você marca seu nome para mostrar que é o rei da rua. No contexto do que ele fez, ele fez isso muito bem”.

Geco alimentou sua fama marcando uma torre ferroviária perigosamente alta e subindo ao telhado de um mercado municipal de alimentos para deixar uma mensagem extraordinária: “Geco ti mette le ali”, ou “Geco te dá asas”.

Enquanto a maioria dos romanos concordaria que a capital italiana poderia fazer uma boa limpeza, incluindo o apagamento de suas pichações, muitos resmungavam que a cidade — e o prefeito — tinham problemas muito maiores para enfrentar, desde o flagelo sempre presente dos buracos até a coleta de lixo pouco frequente.

“Um escritor tratado como um mafioso”, escreveu no Twitter um legislador do Partido Democrata de centro-esquerda, Matteo Orfini. “Ler e interpretar uma cidade apenas através das lentes de decoro e segurança não pode ser a solução. Na verdade, é uma parte (não pequena) do problema.”

 

FONTE: The New York Times

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