Artista colombiana teve carreira de mais de seis décadas e produziu obras que confrontaram poder, violência e memória coletiva
A artista colombiana Beatriz González, uma das figuras mais influentes da arte contemporânea na América Latina, morreu aos 93 anos, em 9 de janeiro de 2026, em Bogotá. Reconhecida por sua abordagem crítica à história e à sociedade colombiana, González trabalhou por mais de seis décadas com pintura, gravura e instalação, colocando questões de poder, conflito e memória no centro de sua produção.
González explorou imagens provenientes da mídia de massa, repensando fotografias jornalísticas e símbolos culturais com uma estética vibrante e ousada. Obras como Los Suicidas del Sisga e a intervenção Auras Anónimas no Cemitério Central de Bogotá transformaram eventos trágicos e figuras públicas em reflexões poéticas e visuais sobre violência e identidade coletiva.

Entierrodel Museo Nacional (1991). Collection Galeria El Museo
Além de artista, ela foi curadora, crítica e historiadora e fundou o Museu de Arte Moderna de Medellín (MAMM). Seu trabalho foi amplamente exibido em retrospectivas internacionais e contribuiu para redefinir a arte latino-americana no cenário global, inspirando gerações de artistas e pensadores.
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