Prêmio PIPA anuncia Exposição dos Vencedores de 2020

Gê Viana, “Paridade”, 2018, fotografia e fotomontagem, primeira camada- “Hildenehomem Sousa”, de Gê Viana, segunda camada- “Little.Big.Man.Oglala.Sioux.”

Com uma trajetória de mais de dez anos no cenário da arte contemporânea, o Prêmio PIPA, uma iniciativa do Instituto PIPA, tem como objetivo divulgar a arte e artistas brasileiros, além de estimular a produção artística nacional. Ao longo de uma década, o prêmio busca apresentar um conjunto que se destaca no meio artístico e que traduz a diversidade e a qualidade da cena cultural no país.

Na décima primeira edição do Prêmio, em uma decisão inédita, os quatro finalistas foram anunciados como vencedores do PIPA 2020: Gê Viana, Maxwell Alexandre, Randolpho Lamonier e Renata Felinto. Entre os 66 artistas indicados do ano passado, os quatro foram escolhidos por terem obras contundentes e representativas do que de melhor está sendo feito em um país tão plural como o Brasil. Após adiamentos por conta da pandemia, do dia 09 de setembro a 20 de novembro de 2021, será apresentada no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, a Exposição dos Vencedores do PIPA 2020.

Além de trabalhos dos quatro vencedores de 2020, o Instituto PIPA apresentará em outra galeria do Paço Imperial, os cinco Artistas Selecionados de 2021, Castiel Vitorino, Denilson Baniwa, Ilê Sartuzi, Marcela Bonfim e Ventura Profana, que são os vencedores desta 12a edição do Prêmio PIPA, além de obras comissionadas e adquiridas nos últimos anos pelo Instituto. São obras de artistas contemporâneos brasileiros que fazem parte da história do Prêmio PIPA. O acervo do Instituto pode ser visto no site www.institutopipa.com.

Conheça os Vencedores do PIPA 2020

Maxwell Alexandre, Sem Título [Untitled] da série Pardo é Papel, 2020.

Maxwell Alexandre nasceu no Rio de Janeiro, em 1990, e formou-se em Design pela PUC-RJ no ano de 2016 tendo participado, em 2009, do Curso de Fotografia para registros das Obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas favelas do Rio de Janeiro. A poética urbana do artista passa pela construção de narrativas e cenas estruturadas a partir de suas vivências cotidianas pela cidade e na Rocinha, local onde reside e trabalha. São pinturas em grande formato nas quais os corpos negros são apresentados de forma empoderada, mas também em momentos de confronto com a polícia, retratando uma rotina comunitária radicalmente contemporânea. Leia matéria sobre o trabalho de Maxwell para a capa da Dasartes 103 clicando aqui.

Randolpho Lamonier, entre a periferia industrial de sua cidade natal, Contagem (MG), e os grandes centros urbanos, desenvolve sua pesquisa visual a partir de diversas mídias e processos, num acúmulo de signos e gestos que refletem sobre a urgência na construção de identidades individuais e coletivas. Nos cruzamentos entre a vida íntima e os assuntos de ordem pública, se define uma articulação entre micro e macro política, um estado constante de reflexão e insurgência que faz presente no menor dos gestos uma postura crítica sobre o estado de normalidade.

Randolpho Lamonier, “Toma posse primeira presidenta negra do Brasil. 2027”, 2018-2020, da série “Profecias”.

Renata Felinto vive e trabalha, atualmente, em Crato, no Ceará. Felinto é doutora e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP e especialista em Curadoria e Educação em Museus de Arte pelo Museu de Arte Contemporânea da USP. Artista visual e professora adjunta da URCA / CE, na qual compôs o Comitê de Pesquisa Científica, foi coordenadora do Curso de Artes Visuais e do subprojeto PIBID do mesmo curso e coordena o Grupo de Pesquisa NZINGA – Novos Ziriguiduns (Inter)Nacionais Gerados na Arte. A arte produzida por mulheres e homens de ascendência negro-africana tem sido o tema principal de sua pesquisa e o mesmo reverbera de muitas formas em sua produção de artes visuais.

Gê Viana nasceu em 1986, no Maranhão. Seu trabalho se desenvolve no ato de fotografar corpos que assumem vários recortes com a fotomontagem, retornando um segundo corpo, e gerar lambe-lambes em experimentos de intervenção urbana/rural. Ela se define “na busca por uma expressão artística não-linear, lançando-se sobre a pesquisa do corpo performático e dos corpos abjetos pela cultura colonizadora hegemônica e seus sistemas de arte e comunicação, (corpos marginalizados e invisibilizados)”. A partir de um processo em Santos com Lívia Aquino, pesquisadora do campo das artes visuais, resolveu pesquisar a “imagem precária” e os meios de apropriação das fotos históricas de fotojornalistas, já que na maioria de seus trabalhos vê-se o uso de outras camadas fotográficas.

Gê Viana, “Paridade”, 2019, fotografia e fotomontagem. Primeira camada- “Nelson Lópes Sol”, de Gê Viana, segunda camada- “D. Tilkin Gallois (aldeia Taitetuwa, 1991).”, fotografia de Louis Herman Heller

PIPA 2021

O instituto também anunciou os artistas selecionados de 2021: Castiel Vitorino, artista, escritora e psicóloga; Denilson Baniwa, vencedor do PIPA Online 2019, que pesquisa a história da colonização dos territórios indígenas que hoje conhecemos como Brasil; Ilê Sartuzi, que pesquisa linguagens variadas para abordar questões relativas à imagem idealizada do corpo; Marcela Bonfim, “hoje reconhecida como mulher negra e moradora na cidade de Porto Velho, em Rondônia”, segundo ela; e Ventura Profana, que “profetiza multiplicação e abundante vida negra, indígena e travesti”.

Os cinco vencedores do PIPA 2021, escolhidos pelo Conselho do PIPA, vão realizar de setembro a novembro uma ocupação virtual no site e nas redes sociais do Prêmio PIPA e na plataforma Preview (da qual o crítico e curador Gabriel Pérez-Barreiro é um dos fundadores), com conteúdo exclusivo. Os cinco Artistas Selecionados mostram o quanto a produção artística brasileira é plural, misturando linguagens e saberes heterogêneos e se desenvolvendo no país como um todo.

Nesta 12a edição, há mudanças em relação ao formato dos anos anteriores. A instituição optou por olhar para a produção de artistas com trajetórias mais recentes, com no máximo 10 anos de carreira, e por não ter um único vencedor: os cinco selecionados são os premiados de 2021. Os artistas escolhidos pelo Conselho do PIPA recebem, cada um, a doação de R$10 mil, para que todos sejam igualmente incentivados.

O PIPA Online 2021, que vai acontecer de 15 de agosto a 04 de setembro, continua opcional para todos participantes da edição, mantendo o voto pela internet em duas fases. Assim como nos anos anteriores, no primeiro turno será necessário votar em, no mínimo, três artistas. No segundo turno, o eleitor pode escolher apenas um entre os artistas que obtiveram mais de 500 votos na primeira fase. O PIPA Online 2021 fará uma doação de R$5.000 para os dois artistas mais votados ao final do segundo turno da votação. Esta vitrine virtual, que busca ser 100% democrática e descentralizada, é especialmente relevante para os artistas de fora do eixo Rio-São Paulo que não são representados por galerias: eles encontram na votação uma maneira de mobilizar pessoas e, desta maneira, divulgar ainda mais o seu trabalho.

Randolpho Lamonier, Série “Profecias”, 2018.

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