Em um novo golpe que amplia a sensação de vulnerabilidade nos museus franceses, ladrões invadiram a Maison des Lumières Denis Diderot, em Langres, poucas horas após o ousado assalto ao Museu do Louvre. De acordo com o South China Morning Post, cerca de duas mil moedas de ouro e prata foram levadas durante a invasão noturna. As autoridades afirmaram que os criminosos “selecionaram o saque com grande precisão e conhecimento”, sugerindo que o grupo sabia exatamente o que procurava.
A prefeitura local confirmou que o crime ocorreu na noite de domingo e informou que os investigadores analisam possíveis ligações com outros roubos recentes em instituições culturais, entre elas o Museu Jacques Chirac, em Sarran, o Museu Nacional Adrien Dubouché, em Limoges, e o Museu de História Natural, em Paris. Embora ainda não haja provas concretas de uma conexão entre os casos, o padrão de furtos a acervos históricos de alto valor tem despertado preocupação entre as autoridades francesas.
O assalto ao Louvre, ocorrido no mesmo dia, envolveu quatro homens mascarados que utilizaram um caminhão com escada elétrica para alcançar uma janela do segundo andar e quebrar vitrines da Galeria d’Apollon. O grupo fugiu em scooters, levando oito joias da era napoleônica avaliadas em cerca de US$ 102 milhões. Especialistas em segurança de arte alertam que o verdadeiro desafio dos ladrões será revender as peças roubadas, dada a alta rastreabilidade desses objetos.


