O Museu Nacional de Damasco, na Síria, foi temporariamente fechado após o furto de um grupo de esculturas de mármore da era romana, em um dos roubos mais audaciosos já registrados na instituição. Autoridades locais confirmaram o incidente nesta terça-feira, afirmando que o crime ocorreu na ala de antiguidades clássicas do museu, o maior da capital síria. Mesmo com os sistemas de segurança reforçados após o início da guerra civil, incluindo portões metálicos e câmeras de vigilância, os ladrões conseguiram invadir o edifício e levar as obras.
De acordo com fontes da Diretoria Geral de Antiguidades e Museus da Síria, que preferiram não se identificar por restrições administrativas, o roubo ocorreu na noite de domingo e foi descoberto na manhã seguinte, quando funcionários encontraram uma porta arrombada e perceberam a ausência das esculturas. Um dos representantes mencionou que seis peças de mármore foram levadas, enquanto outro evitou confirmar o número exato. A direção do museu, por sua vez, não divulgou quais obras foram furtadas, e as investigações seguem em andamento.
O caso ocorre em meio à instabilidade política do país, que ainda tenta se reerguer após 14 anos de guerra civil e o colapso do regime da família Assad em 2024. O episódio também inflamou o debate sobre a fragilidade da segurança em museus ao redor do mundo: nas últimas semanas, ladrões disfarçados de operários roubaram joias da coleção da coroa francesa no Museu do Louvre, em Paris, um crime que durou menos de oito minutos e revelou falhas graves nos sistemas de vigilância, cujo acesso era protegido pela senha “Louvre”.



