Uma aranha gigante de aço de Louise Bourgeois foi vendida por um preço listado em US$ 40 milhões na Art Basel, na Suíça, na terça-feira, o preço mais alto conhecido por uma obra da artista.
A escultura de 1996 elevou-se sobre o estande da Hauser & Wirth durante o horário de abertura VIP da principal feira internacional de arte moderna e contemporânea. Um representante da galeria confirmou o preço de venda. Seu presidente, Marc Payot, disse que a obra foi vendida para um cliente europeu e que a venda foi agendada antes da feira.
O número de US$ 40 milhões foi o mais alto a sair da animada prévia VIP, que atraiu os principais colecionadores. Obras de artistas populares mais jovens estavam saindo que nem água, de acordo com assessores.
Embora os preços informados em feiras de arte às vezes possam ser inflacionados, um valor próximo aos US$ 40 milhões fornecidos colocaria a escultura entre os preços mais altos pagos por uma obra de uma artista feminina. O principal resultado de leilão para uma obra de uma mulher é de US$ 44,4 milhões para Jimson Weed / White Flower No. 1, de Georgia O’Keeffe, que foi vendido na Sotheby’s em 2014.
O recorde de leilão de Bourgeois é de US$ 32 milhões, estabelecido para uma aranha na Christie’s em 2019.
A transação pode dar um impulso necessário ao mercado da artista, cujas vendas em leilão despencaram durante a pandemia. Na última década, Bourgeois (1911–2010) esteve entre as artistas femininas mais valorizadas em leilão. Mas depois de atingir um pico em 2019, suas vendas em leilões caíram 70% em 2021.
As aranhas são as obras mais valorizadas pelo mercado, respondendo por seis dos principais resultados dos leilões, de acordo com o Artnet Price Database. Como era comum para Bourgeois, a aranha de aço é um trabalho único. Suas aranhas de bronze, como a da Christie’s, geralmente vinham na edição de seis.
A série é vista como autobiográfica, com aranhas e suas teias associadas à mãe da artista, que morreu em 1932.
“Com a aranha, tento transmitir o poder e a personalidade de um animal modesto”, disse Bourgeois certa vez. “Por mais modesto que seja, é muito definido e indestrutível. Não se trata do animal em si, mas da minha relação com ele. Isso estabelece o fato de que a aranha é minha mãe, acredite ou não.”

