Novo Parque Aramat transforma a Serra do Itaqueri em experiência de imersão e contemplação

Parque Aramat

Aramat inaugura em São Pedro, interior de São Paulo, reunindo land art, instalações ambientais, natureza e experiências sensoriais em grande escala

Em meio às montanhas da Serra do Itaqueri, no interior de São Paulo, surge um novo espaço dedicado à arte contemporânea, à natureza e às experiências imersivas. O Aramat nasce como um parque cultural que articula paisagem, sustentabilidade e criação artística em um percurso que combina contemplação, convivência e experimentação.

Localizado em São Pedro, o projeto ocupa uma ampla área natural dividida em sete setores e reúne pavilhões expositivos, lagos, instalações ao ar livre, espaços para apresentações artísticas e uma vila gastronômica integrada à paisagem.

Mais do que um parque, o Aramat propõe uma experiência expandida entre arte e território.

Vista aérea do Parque Aramat

Arte ambiental e experiências sensoriais

Com mais de 30 obras espalhadas ao longo do percurso, o parque apresenta esculturas e instalações que dialogam diretamente com o ambiente natural. A proposta aproxima diferentes linguagens — como land art, arte ambiental, dança, música, fotografia e teatro — criando um espaço voltado tanto para contemplação quanto para interação.

Entre os destaques está a participação do artista francês Jean Paul Ganem, reconhecido internacionalmente por utilizar a natureza como matéria-prima de suas criações. No Aramat, Ganem apresenta Jardim Mikado, instalação inspirada no universo lúdico do jogo de varetas, reinterpretado em escala monumental através de cores vibrantes e integração com a paisagem.

A obra sintetiza um dos pilares conceituais do parque: transformar o espaço natural em experiência estética e sensorial.

Um parque em constante transformação

Grande parte das obras presentes no Aramat nasce do Coletivo Aramat, formado por colaboradores da própria equipe do parque. O grupo participa ativamente da criação e construção das instalações, reforçando o caráter colaborativo e experimental do projeto.

Esse processo coletivo amplia a ideia do parque como organismo vivo, em constante transformação, onde criação artística e construção de espaço acontecem simultaneamente.

Evolução de Sergio Esteves

Sustentabilidade como linguagem estética

No Aramat, materiais naturais e elementos reaproveitados fazem parte da própria linguagem das obras. Madeira, pedras, vegetação e objetos ressignificados são incorporados às instalações, criando trabalhos que exploram textura, escala e permanência.

Mais do que uma preocupação ambiental, a sustentabilidade aparece como procedimento poético: as obras se integram ao território e estimulam uma relação tátil e sensorial com o espaço.

O visitante é convidado não apenas a observar, mas a percorrer, tocar e experienciar o ambiente.

Parque Aramat

Pavilhões expositivos e programação itinerante

O parque também foi concebido como plataforma para exposições temporárias e projetos multidisciplinares. Três pavilhões multifuncionais recebem mostras itinerantes que dialogam com os eixos centrais do Aramat — natureza, arte contemporânea e experiência imersiva.

Além das exposições, o espaço abriga apresentações culturais, eventos institucionais e corporativos, consolidando-se como um novo polo cultural no interior paulista.

Parque Aramat

Cultura em conexão com a paisagem

Ao integrar arte contemporânea, arquitetura e natureza em larga escala, o Aramat se posiciona como um espaço voltado à produção de encontros e experiências. Em vez do modelo tradicional de parque ou centro cultural, o projeto aposta em um formato híbrido, onde paisagem e criação artística se tornam indissociáveis.

CONHEÇA ALGUMAS DAS OBRAS DE ARTE

Jardim Mikado

Jardim Mikado, do artista tunisiano Jean Paul Ganem, é um jardim concebido a partir de um gesto simples e aleatório: lançar varetas do jogo de varetas sobre a grama. A forma como elas caem, se cruzam e se sobrepõem cria uma composição imprevisível que se torna a estrutura do jardim. A obra baseia-se assim no acaso como método de criação, dando origem a um jardim em grande escala que evoca a arte abstrata e se apresenta como uma experiência viva, mais para ser percorrida do que apenas contemplada.

Jardim Mikado de Jean Paul Ganem

O Labirinto

O Labirinto, da artista paulistana Cris Matsuoka, é um convite à presença. Inspirado nos antigos labirintos unidirecionais, propõe um caminhar desacelerado e atento. Antes de entrar, retire os sapatos e sinta a terra sob os pés. Construído com pedras, nasce do diálogo com a natureza e transforma o percurso em um gesto de reconexão com o corpo, a terra e a ancestralidade.

O Labirinto de Cris Matsuoka

Evolução

Evolução, do artista paulistano Sergio Esteves, é uma obra estrutural sensorial presente no Aramat que convida o público a explorá-la por diferentes ângulos. Inspirada na sequência Fibonacci e na proporção áurea, sua composição geométrica desperta o imaginário e dialoga com a natureza, surgindo no espaço como se dele fizesse parte.

Evolução de Sergio Esteves

Esquinas de Passagem

A instalação Esquinas de Passagem, do artista limeirense Wesler Machado Alma, expande o desenho para o espaço, convidando o público a uma experiência imersiva e participativa. Elementos suspensos e verticais rompem a noção de obstáculo e automatismo do caminhar, conduzindo o olhar e o corpo a uma percepção mais atenta da paisagem e de suas formas gráficas.

Esquinas de passagem de Wesler Machado Alma

Samba Atlântica

Nesta obra, do artista piracicabano Diógenes Moura, pintura e instalação se complementam em uma estrutura que surge de forma orgânica na paisagem. Cores, linhas e formas convidam o olhar a dialogar com o entorno e com os fragmentos da Mata Atlântica. Influenciado por Burle Marx, o artista cria ritmos visuais que evocam beleza, vida e resistência, ao mesmo tempo em que traz um alerta sobre as transformações e a preservação da natureza.

Samba Atlântica de Diógenes Moura

Corpos Antrópicos

Corpos Antrópicos, do artista gaúcho Fernando Limberg, faz alusão às matérias transformadas pelo homem, relativo a seu período de existência na Terra e, como consequência, ao embate criado entre os ambientes natural e artificial.

Corpos Antrópicos de Fernando Limberg

O Parque Aramat está localizado na Estrada Municipal Francisco Antônio Delicio, Vista Alegre, em São Pedro-SP para entrada principal e acesso à bilheteria. 

E para entrada de ônibus e excursões e grupos, o acesso é pela Estrada Municipal Antônio Augusto Rinaldi, Águas Claras, em São Pedro-SP.

A abertura ao público será a partir do dia 30 de maio de 2026. Com visitas de Quinta a Domingo, das 9h às 17h.

Ingressos já estão disponíveis AQUI.

VEJA ABAIXO GALERIA DE IMAGENS

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