Obra monumental inaugura a Virada Indígena em São Paulo e transforma o centro da cidade em espaço de memória e resistência
A Virada Sustentável celebra o Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, com a inauguração de um mural monumental no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Assinada pela artista e ativista indígena Daiara Tukano, a obra Sol do Meio Dia, com 30 por 25 metros, homenageia o pensador e líder indígena Ailton Krenak, uma das vozes mais influentes do país nos debates sobre meio ambiente, território e humanidade.
Instalado na empena do Edifício Guanabara, na Avenida São João, o mural reforça o Anhangabaú como território simbólico de memória, arte e resistência indígena. A produção é assinada por Eduardo Saretta e André Firmiano, com execução dos artistas Raphaela Loss, Dinorah Cristina e Wallace Mageste. A iniciativa destaca a importância de valorizar lideranças indígenas em espaços urbanos historicamente ligados a territórios originários.

Artista e ativista indígena Daiara Tukano assina mural em homenagem a Aílton Krenak no Vale do Anhangabaú a convite da Virada Sustentável (Crédito: Ignacio Aronovich)
A inauguração acontece em sintonia com o lançamento da Virada Indígena, marcada pelo evento “Palavra Viva – Arte, Pensamento e Ancestralidade”, realizado na Praça das Artes com entrada gratuita. A programação propõe encontros, debates e atividades que conectam arte contemporânea, ancestralidade e reflexões sobre o futuro, ampliando o protagonismo indígena no centro da cidade.
Reconhecida por articular arte, pesquisa e ativismo, Daiara Tukano desenvolve uma produção voltada à memória e aos direitos dos povos indígenas. Já Ailton Krenak, líder histórico e primeiro intelectual indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras, tornou-se referência internacional ao propor reflexões sobre sociedade, cultura e meio ambiente. O mural, ao reunir essas duas trajetórias, projeta no espaço público uma imagem potente da presença indígena contemporânea.


