Investigadores franceses ampliam buscas para a Bélgica após descoberta inesperada em celulares de suspeitos ligados ao crime organizado
O espetacular roubo das joias da Coroa Francesa no Museu do Louvre, ocorrido em outubro de 2025, ganhou um novo capítulo que pode alterar significativamente o rumo das investigações. Segundo informações divulgadas pela revista francesa Paris Match e pelo jornal Le Parisien, autoridades francesas passaram a concentrar parte de seus esforços na Bélgica após a descoberta de elementos considerados relevantes nos celulares de suspeitos associados a uma rede de roubos de carga na Europa. A nova linha investigativa surge mais de sete meses depois do assalto que resultou no desaparecimento de peças históricas avaliadas em cerca de € 88 milhões.
De acordo com as reportagens, policiais belgas encontraram fotografias do interior do Louvre, incluindo imagens da Galeria de Apolo, espaço onde estavam expostas as joias roubadas. Os arquivos teriam sido localizados nos aparelhos de indivíduos oriundos do Leste Europeu já conhecidos pelas autoridades por envolvimento em operações criminosas especializadas. A descoberta levou à criação de um mecanismo formal de cooperação entre França e Bélgica, permitindo que investigadores franceses viajassem ao país vizinho para examinar os materiais apreendidos e aprofundar as conexões entre os suspeitos e o assalto ao museu.
Embora as autoridades mantenham discrição sobre os desdobramentos da investigação, a hipótese de uma rede internacional por trás do chamado “roubo do século” ganha força. Os investigadores trabalham com a possibilidade de que os executores do crime tenham atuado em nome de receptadores especializados ou colecionadores clandestinos interessados em objetos de excepcional relevância histórica. Até o momento, nenhuma das joias levadas foi recuperada, mas veículos da imprensa francesa e belga afirmam que alguns suspeitos detidos poderiam colaborar com a Justiça e indicar o paradeiro do tesouro desaparecido. Enquanto isso, permanece sem resposta uma das questões que mais intrigam o mundo da arte: onde estão as joias que pertenceram a figuras como Napoleão III e a imperatriz Eugénia?


