O Vagina Museum, sediado em Londres e dedicado à anatomia feminina e cultura corporal, suspendeu temporariamente as vendas de seus produtos para os Estados Unidos. A medida foi tomada após a imposição de tarifas comerciais pelo governo de Donald Trump, que encareceram os fretes e tornaram inviável o envio de pequenos pacotes para o mercado americano.
A diretora do museu declarou que embora as vendas para os EUA representem uma fração pequena das transações online, sua interrupção pesa no orçamento da instituição, que depende dessas receitas como fonte de apoio financeiro. O museu — que comercializa cartões-postais, ímãs, toalhas, entre outros artigos voltados à arte, feminismo e empoderamento corporal — afirmou que revisará a situação no final de outubro, quando decidirá se retomará as exportações para o outro lado do Atlântico.
A suspensão reflete o impacto mais amplo das recentes disputas comerciais globais, que têm sido particularmente duras para pequenos negócios e instituições culturais. O custo logístico elevado e tarifas crescentes vêm afetando exportadores de menor escala, que não dispõem de mecanismos robustos para absorver perdas. Para o Vagina Museum, o cenário serve de alerta sobre como políticas tarifárias influenciam não apenas grandes empresas e exportadores industriais, mas também entidades culturais com apelo global.


