Faleceu aos 86 anos Peter Phillips, um dos pioneiros da pop art no Reino Unido. Formado pelo Royal College of Art, ao lado de nomes como David Hockney, Allen Jones e R.B. Kitaj, Phillips construiu uma trajetória marcada pela apropriação visual da cultura de massas. Suas pinturas em grandes formatos, como For Men Only Starring MM and BB (1961), reuniam ícones do entretenimento — Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, pin-ups — entre símbolos abstratos e elementos gráficos retirados de revistas e anúncios publicitários. Seu trabalho expandiu os limites entre arte e consumo com uma abordagem vibrante, colagística e crítica.
Ainda jovem, Phillips conquistou projeção internacional, participando da Bienal de Paris em 1963 e da exposição Nieuwe Realisten, em Haia, Viena e Berlim, no ano seguinte. Entre 1964 e 1966, viveu em Nova York, onde se integrou à efervescente cena pop norte-americana, expondo ao lado de artistas como Andy Warhol, Roy Lichtenstein e James Rosenquist. Ao longo das décadas seguintes, realizou diversas exposições individuais, incluindo uma retrospectiva itinerante iniciada em 1983 no Walker Art Gallery, em Liverpool, que percorreu instituições renomadas no Reino Unido.
Nos anos 1990, sua produção passou a incorporar referências do neoexpressionismo, com colagens que flertavam com a abstração, mas sem abandonar o fascínio pelas imagens industriais e fragmentadas do cotidiano. Em 2002, o público italiano redescobriu sua obra em mostra na Galleria Civica di Modena. Um novo público jovem também foi apresentado a Phillips quando sua pintura War/Game (1961) estampou a capa de Room on Fire, segundo álbum da banda americana The Strokes. Peter Phillips deixa um legado vibrante, iconoclasta e profundamente conectado aos imaginários visuais da cultura contemporânea.


