O arquiteto canadense-americano Frank Gehry morreu aos 96 anos, deixando um legado que transformou a arquitetura contemporânea. Celebrado por suas formas esculturais, seus projetos redefiniram a relação entre cidade, arte e experiência urbana — abrindo caminho para uma arquitetura mais livre, expressiva e emocional.
Top 5 obras essenciais de Frank Gehry
Guggenheim Museum Bilbao — Bilbao, Espanha (1997)
Talvez a obra mais emblemática de Gehry, o museu revolucionou a paisagem urbana de Bilbao e inaugurou o famoso “efeito Bilbao” — a ideia de que um edifício icônico pode revitalizar uma cidade inteira. Suas curvas em titânio e formas fluidas transformaram a noção do que um museu pode ser.
Walt Disney Concert Hall — Los Angeles, EUA (2003)
Com fachada de aço inox curvada e interiores de madeira, o edifício prova a habilidade de Gehry em unir a potência simbólica da arquitetura com funcionalidade acústica e monumentalidade urbana — criando um dos palcos mais celebrados da música contemporânea.
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Fondation Louis‑Vuitton — Paris, França (2014)
Estrutura singular no cenário parisiense, o museu parece flutuar entre vidro e metal, remetendo a velas ou formas orgânicas. Mais do que sede de arte, o prédio dialoga com o entorno e reforça o olhar de Gehry como escultor do espaço urbano.

8 Spruce Street — Nova Iorque, EUA (2011)
A torre residencial trouxe a estética escultural de Gehry para o skyline de Manhattan, transformando o ordinário em extraordinário. Sua fachada ondulada de aço confere movimento à cidade, e demonstra como a arquitetura expressiva pode habitar o cotidiano.

Vitra Design Museum — Weil am Rhein, Alemanha (1989)
Menos monumental que os outros exemplos, o Vitra é marcante por inaugurar a fase europeia de Gehry — e por constituir seu primeiro grande projeto fora dos EUA. As formas desconexas e os volumes sobrepostos antecipam a linguagem inovadora que ele levaria ao mundo.
Com sua morte, o mundo perde um gigante da arquitetura — um artista que transformou edifícios em esculturas, ruas em cenários dramáticos e cidades em exposições a céu aberto. O legado de Frank Gehry permanece visível em cada curva metálica e cada desvio inesperado do concreto. Que sua visão inspire novas gerações a reinventar o espaço e a viver a arquitetura como arte.


