Conhecida mundialmente como Jerry Gogosian, Hilde Lynn Helphenstein transformou memes, crítica cultural e comentários ácidos sobre o sistema da arte em uma das vozes mais influentes das redes sociais
A morte de Hilde Lynn Helphenstein, conhecida internacionalmente pelo pseudônimo Jerry Gogosian, provocou forte repercussão no circuito artístico global. A curadora, comentarista e influenciadora norte-americana foi encontrada sem vida em um quarto do hotel Rosewood, em São Paulo, no último dia 31 de maio. Segundo informações divulgadas pelo portal Hyperallergic, a Polícia Civil abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do caso, registrado como morte suspeita. O hotel confirmou o falecimento e informou que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração.
Aos 40 anos, Helphenstein havia construído uma presença singular no mundo da arte contemporânea por meio da persona Jerry Gogosian, perfil que acumulava mais de 150 mil seguidores nas redes sociais e que se tornou conhecido por satirizar o mercado de arte, seus colecionadores, galeristas e mecanismos de valorização. Formada pelo Instituto de Arte de São Francisco, ela também comandava o podcast Art Smack e editava a publicação digital The Jerry Report. Sua influência ultrapassou o universo dos memes e alcançou instituições, casas de leilão e veículos especializados, tornando-se uma observadora crítica de uma cena frequentemente marcada por disputas de poder e especulação financeira.
De acordo com os relatos publicados pela imprensa brasileira e internacional, Helphenstein estava hospedada em São Paulo havia cerca de três semanas. O caso veio à tona após um médico que a acompanhava não conseguir contato telefônico e solicitar auxílio ao hotel. Equipes de emergência foram acionadas e confirmaram o óbito no local. As autoridades solicitaram exames periciais e ainda não divulgaram a causa da morte. A notícia provocou manifestações de pesar em diferentes segmentos do meio artístico, onde Jerry Gogosian era vista como uma figura capaz de combinar humor, crítica institucional e uma leitura afiada das transformações do mercado de arte na era das redes sociais.


