O Museu Nacional de História Natural de Paris, conhecido por seus esqueletos de dinossauros e acervo de taxidermia, foi alvo de um assalto na madrugada de terça-feira. Os invasores utilizaram ferramentas profissionais, como maçarico e serra elétrica, para forçar a entrada na galeria de geologia e mineralogia, de onde levaram amostras de ouro nativo pertencentes às coleções nacionais. Avaliadas em cerca de 600 mil euros pelo valor do metal bruto, as peças, segundo a instituição, possuem um valor patrimonial incalculável.
De acordo com o diretor do museu, Emmanuel Skoulios, tratou-se de uma ação altamente profissional, com conhecimento preciso sobre onde encontrar os espécimes. A imprensa francesa relatou ainda que os sistemas de alarme e vigilância da instituição haviam sofrido um ataque cibernético em julho, o que levanta dúvidas sobre o funcionamento da segurança no momento do roubo. A galeria de mineralogia foi imediatamente fechada para inspeção e verificação de possíveis outras perdas.
O episódio ocorre em um momento delicado para os museus franceses, que vêm registrando uma série de furtos recentes em acervos públicos. Apenas neste ano, o Museu Nacional Adrien Dubouché, em Limoges, perdeu porcelanas chinesas avaliadas em 6,5 milhões de euros, enquanto o Museu Cognacq-Jay, em Paris, foi invadido em plena luz do dia por homens armados com machados, que levaram peças do século XVIII. O caso remete ainda ao célebre assalto de 2010 ao Museu de Arte Moderna de Paris, quando o criminoso conhecido como “Homem-Aranha” roubou obras de Picasso, Matisse e Modigliani, avaliadas em mais de 100 milhões de euros.


