Esculturas de Dale Chihuly são destruídas em ação violenta dentro de espaço expositivo nos EUA
Um episódio de vandalismo chocou o circuito internacional de arte nesta semana após a destruição de diversas esculturas do artista Dale Chihuly em Chihuly Garden and Glass, em Seattle. Um homem foi preso após invadir o espaço e causar cerca de US$ 240 mil (aproximadamente R$ 1,2 milhão) em danos, destruindo ao menos 12 obras em vidro — cada uma avaliada em cerca de US$ 20 mil.
O ataque aconteceu durante a noite, quando o suspeito entrou em uma área restrita e começou a quebrar as esculturas, conhecidas por suas formas orgânicas e cores vibrantes. Ao ser confrontado por um segurança, o homem teria arremessado fragmentos de vidro e tentado feri-lo com uma das peças quebradas, em um momento que elevou o episódio de vandalismo a um caso de violência.
A polícia local prendeu o suspeito no local, que agora responde por acusações como invasão, agressão e dano qualificado ao patrimônio. Apesar da gravidade do ataque, não houve feridos. Já as obras destruídas foram removidas imediatamente, e a instituição afirmou que pretende substituí-las — embora ainda não esteja claro se serão recriações ou novas peças do artista.
O caso reacende discussões recorrentes no mundo da arte sobre segurança, conservação e vulnerabilidade de obras expostas ao público — especialmente aquelas feitas com materiais frágeis como o vidro. Mais do que um ataque isolado, o episódio evidencia o quanto a experiência imersiva e acessível da arte contemporânea pode, paradoxalmente, torná-la mais suscetível a danos irreversíveis.

