Parceria com Almeida & Dale impulsiona programa artístico renovado, reforma institucional e estratégia de longo prazo a partir de Porto Alegre
Uma virada institucional
Com mais de quatro décadas de atuação no mercado brasileiro, a Bolsa de Arte inicia, em 2026, um novo ciclo ao firmar uma parceria estratégica com a Almeida & Dale. O movimento marca uma reconfiguração profunda da galeria, que passa a operar com identidade atualizada, programa artístico ampliado e uma atuação institucional alinhada às discussões contemporâneas do circuito nacional e internacional, reafirmando o Sul do país como polo ativo da arte brasileira.
Expansão estratégica e articulação nacional
A associação amplia a inserção da Bolsa de Arte em uma rede de galerias distribuídas pelo Brasil, fortalecendo a circulação de artistas, obras e projetos entre diferentes territórios. Sob a direção conjunta de Marga Pasquali, Egon Kroeff, Antonio Almeida e Carlos Dale, o projeto aposta na capilaridade como estratégia central, conectando a cena gaúcha a outros contextos culturais e ampliando o diálogo com agendas globais da arte contemporânea.

Maria Lidia Magliani, Sem título, 1986.
Programa artístico: diálogo entre gerações
O novo programa curatorial propõe um equilíbrio entre artistas históricos, trajetórias em processo de redescoberta e produções contemporâneas. Integram essa fase nomes como Maria Lídia Magliani, Mauro Fuke, Marina Borges, Eduardo Haesbaert e Saint Clair Cemin, reunidos em uma programação que articula memória, pesquisa e experimentação. A primeira exposição dessa etapa, prevista para abril de 2026, será uma coletiva que reúne espólios, artistas representados pela Bolsa e obras provenientes do acervo da Almeida & Dale e de galerias parceiras.

Saint Clair Cemin, Infante, 2023. Foto: Ana Pigosso.
Arquitetura e reestruturação dos espaços
Como parte do reposicionamento institucional, a sede da Bolsa de Arte em Porto Alegre passa por uma ampla reforma assinada pelo arquiteto Alberto Rheingantz. A intervenção permitirá a realização de exposições simultâneas, além de atualizar circulação, iluminação e expografia, alinhando o espaço a padrões internacionais de conservação e apresentação de obras.
Um gesto estratégico: foco no Sul
Em paralelo, a galeria encerra sua unidade em São Paulo, concentrando seus investimentos e esforços em Porto Alegre. A decisão reforça uma atuação mais enraizada e estratégica na região Sul, consolidando a cidade como núcleo irradiador de diálogos entre o circuito artístico brasileiro, o Mercosul e outras cenas internacionais.
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Eduardo Haesbaert, Plano Piloto, 2020.
Legado e futuro
Fundada em 1980 em Porto Alegre e dirigida por Marga Pasquali desde 1986, a Bolsa de Arte é uma galeria que teve papel decisivo na consolidação da arte contemporânea no Sul do Brasil e que, hoje, atualiza e expande esse legado. Desde sua origem, o programa da Bolsa manteve-se atento tanto às questões estruturantes da história da arte quanto à emergência do pensamento contemporâneo. Nesse sentido, acompanhou nomes históricos fundamentais, na mesma medida em que apostou em jovens artistas que viriam a ganhar reconhecimento ao longo do tempo.
Entre 2014 e 2024, a galeria passou a contar com uma sede também em São Paulo, construindo uma ponte ativa entre as cenas das duas capitais. Em 2026, ao iniciar uma nova sociedade com a Almeida & Dale, a Bolsa encerra seu espaço em São Paulo para concentrar sua atuação em Porto Alegre e reafirmar o eixo de seu projeto institucional. Esse movimento reflete uma posição estratégica dentro da parceria, e estabelece um núcleo de irradiação para diálogos mais amplos, impulsionando conexões do circuito artístico do Mercosul com outras regiões do Brasil e o cenário global.



