O FotoRio 2025, um dos mais importantes festivais de fotografia da América Latina, ocupa o Rio de Janeiro a partir de 9 de setembro com uma programação que reúne artistas do Brasil, América Latina e Europa. Com exposições em diferentes espaços culturais — entre eles o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), Instituto Cervantes, Galeria da Aliança Francesa, Centro Carioca de Fotografia e Casa Proeza —, o evento reafirma seu caráter plural e internacional ao abordar temas como identidade, ancestralidade, meio ambiente, corpo e resistência. Todas as atividades são gratuitas.
O CCJF será um dos principais núcleos do festival, recebendo nove exposições que transitam entre fotografia documental, performativa e experimental. Entre os destaques estão Mulheres: identidade e meio ambiente — Uma cartografia sensível, com curadoria de Ioana Mello e Jean-Luc Monterosso, referência da Maison Européenne de la Photographie (Paris); Sóis Negros, com artistas afro-guianenses; além de projetos que trazem relevância histórica e social, como O Funeral de JK, de Juvenal Pereira, 10 Anos de Guerras sem Fim, de Gabriel Chaim, e KHĪSÊTJÊ – Terra é Vida, criado por artistas indígenas para denunciar os impactos do agronegócio sobre seus territórios.
Além das exposições, o FotoRio 2025 promove encontros, rodas de conversa e atividades educativas, como a Rede de Fototecas (11/09), a fala da fotógrafa Luciana Whitaker sobre sua experiência no Alasca (17/09) e a conversa com Juvenal Pereira sobre sua cobertura histórica do funeral de Juscelino Kubitschek (22/10). Sob coordenação de um colegiado de artistas e curadores, o festival se afirma como espaço de reflexão coletiva e transformação cultural, consolidando a fotografia como linguagem crítica e poética diante dos desafios contemporâneos.
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