Fachada da Galeria Digital da FIESP recebe ‘Mostra Museu: Arte na Quarentena’

Fazer da arte um alento em meio às intempéries que o mundo atravessa, fomentar a produção artística da atualidade e democratizar seu acesso, alcançando os mais diversos públicos. Esse é o objetivo da Mostra Museu: Arte na Quarentena, iniciativa da Amarello Projetos Integrados que apresenta imagens de mais de 200 obras em mobiliários urbanos da cidade de São Paulo. Até o dia 12 de setembro, o espaço que exibe as obras ao público é a fachada da Galeria Digital da FIESP, localizada na Avenida Paulista, 1313. A exibição começa às 19h e prossegue até às 6h.

Idealizado por Chiara Paim Battistoni, nome à frente da Amarello, o projeto incorpora a tecnologia como dispositivo a serviço da troca entre público, obra e artista, aspecto que reforça seu pioneirismo e amplo alcance, potencializado ainda pelo recorte internacional. “São obras que evidenciam a potência da criatividade e da reinvenção como elo em comum entre todos neste período de isolamento”, afirma Chiara.

Na Galeria Digital, na fachada do prédio da Fiesp, também serão exibidas obras de artistas de diversas nacionalidades, como Letícia Pantoja (Brasil – RJ), que faz uma homenagem à São Paulo com a obra SampaMama, idealizada como a grande mãe nutridora do país, uma terra fértil que gera vida e arte com uma visão criativa, feminina, acolhedora e em simbiose com a natureza; André Gola (Brasil – SP), que exibe o personagem inteligente e espirituoso Suadinho, que se relaciona com a arquitetura do edifício e com o ambiente ao redor, como se estivesse de fato habitando a Galeria Digital e interagindo com as cenas da Av. Paulista; Esteban Gutierrez (Colômbia) apresenta Paisagem de Isolamento, que retrata a perspectiva urbana do isolamento social vivido em apartamentos, enquanto as forças naturais recuperam pequenos territórios da cidade e reforça a mudança de equilíbrio das forças que constroem a paisagem urbana; e Ari Dykier (Polônia) com Butterflies que, tendo um coração humano pulsante como elemento central, convida o público a embarcar numa uma jornada onírica e surreal cheia de emoções por meio animação progressiva e rítmica de imagens sucessivas de ilustrações vintage.

Estruturado como um projeto híbrido – online e offline -, a Mostra Museu traz uma intersecção entre as artes visuais e a música, e visa dar luz à produção artística realizada durante o período de isolamento social imposto pela pandemia e propõe reflexões sobre sentimentos e percepções do que estamos vivendo.

O eixo de artes visuais estará disponível integralmente no site e nos espaços públicos, assim como o de música, cuja coletânea sonora poderá ser acessada via códigos QR Code localizados nos painéis que direcionam os aparelhos a depoimentos dos artistas e playlists do Spotify e Youtube.

Eixo de Artes Visuais

Com curadoria de Ana Carolina Ralston e co-curadoria do The Covid Art Museum (CAM) – museu digital criado no início da pandemia, na Espanha, por Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrer -, o eixo de artes visuais, contou com mais de 1.200 inscrições e agora traz uma seleção de 200 obras vindas de 40 países.

O corpo de artistas traz nomes como Antonio Bokel (Brasil – RJ), com a obra Atacama Historygram (intervenção em fotografia); Paula Costa (Brasil – RJ), com Reset (vídeo performance); Jade Marangolo (Brasil – SP), com A Casa (muralismo); Samuel de Saboia (Brasil – Pernambuco), com Três Olhos/Acordar (pintura); Mundano (Brasil – SP), com Isolamento Social Sempre Existiu (pintura); Sérgio Helle (Brasil – Fortaleza), com Resurgentis III (arte digital); Raquel Fayad (Brasil – SP), com Gerações II (pintura); Orane Taske (França), com Lockdowned (arte digital); Costas Spathis (Grécia), com A Dança das Mãos Protegidas (filme digital); Ellen Sheidlin (Rússia), com Casa de Vidro (fotografia); Jeremy Cohen (EUA), com Cultura do Telhado em NYC na Quarentena (filme digital); Yari Delgado (Cuba), com Vigília (fotografia); Alexandra Siro (Alemanha), com Lockdown Máquina de Lavar (gif); Serge Siro (Ucrânia), com Escapando da Rotina (fotografia); e Andriana Oborocean (Romênia), com Uma volta pelo bairro (vídeo performance).

A galeria está disponível integralmente na plataforma www.mostramuseu.com e conta com obras criadas a partir de técnicas mistas, como animação, colagem, desenho, vídeo, ready-made, fotoperformance, instalação e gravura, entre outros. Além do Brasil, também há artistas selecionados de países como Alemanha, Bolívia, China, Cuba, Egito, EUA, França, Grécia, Honduras, Índia, Romênia, Ucrânia e Venezuela.

“A partir da eletrizante onda criativa que turbinou a internet neste período, viu-se o total brilho da mente humana. Aqueles que se consideravam ou não artistas, criaram. E um pouco do que vimos nascer em um ano tão fatal reuniu-se e, agora, mostra seu rosto em um projeto híbrido, que mistura tecnologia, presença e, claro, arte”, reflete Ana Carolina Ralston. “O ar que soprou tanto em 2020 também nos trouxe a criatividade de nos reinventarmos. 2021 começa unindo a arte pelo mundo em um projeto sensível que costura essa sinuosa trama que tem como ponto de partida a nossa transformação”, complementa a curadora. A lista completa de artistas, nacionalidades e técnicas está disponível no site da Mostra Museu.

Eixo de Música

O eixo de música tem curadoria do jornalista, diretor e roteirista Pedro Henrique França e reúne criações de cerca de 20 nomes da música brasileira contemporânea. São canções e videoclipes que estão disponíveis na plataforma da Mostra Museu (www.mostramuseu.com) por meio de playlists temáticas.

As playlists estão divididas nas categorias Lado A: Agora Presente, e Lado B: Olhar no Futuro. A primeira está focada em artistas consagrados que se reinventaram durante a pandemia, como Majur, Letrux, Criolo, Baco Ecu do Blues, Jup do Bairro, Emicida, Gal Costa, Pitty e Gaby Amarantos, que lançou recentemente a canção Vênus em Escorpião, com Urias e Ney Matogrosso, entre outros.

Já a segunda está centrada em novos talentos, como, Zé Manoel, Dulcineia, Marina Sena, Numa Ciro, Yan Cloud, Kunumi MC e Kaike, cantor mineiro de 14 anos, que foi revelado à internet pela cantora Duda Beat. “A cultura, mais uma vez, nos ajudou a sobreviver, enquanto os artistas provedores de nossas alegrias se reinventavam em seus silêncios, sem nunca parar”, diz o curador Pedro Henrique França.

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