Enciclopédia Itaú Cultural completa 20 anos com reformulação de site

The Sower - 1987, Antonio Peticov | Reprodução fotográfica autoria desconhecida | imagem ilustrativa do artigo Citacionismo da Enciclopédia Itaú Cultural

No dia 14 de julho, o site da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira https://enciclopedia.itaucultural.org.br/ ganha novo layout em comemoração aos seus 20 anos na Internet. As novidades facilitam a navegação entre os cerca de 220 mil verbetes compostos por textos, imagens, vídeos e links, os quais se mesclam – remetendo uns aos outros, nos casos de complementaridade – e ampliam a rede de informações sobre o termo pesquisado. São registros de mais de 90 mil personalidades do universo artístico e cultural brasileiro, mais de 40 mil obras, além de perto de 18 mil instituições, grupos, coletivos, termos e conceitos e cerca de 60 mil eventos, entre exposições e espetáculos teatrais.

Criada como um banco de dados informatizado, a enciclopédia remonta à origem do próprio Itaú Cultural, mantendo em seu DNA o uso da tecnologia para a difusão artística.
Desde 2001, permanece em constante expansão e as informações são regularmente atualizadas, apuradas, validadas e tratadas por uma equipe multidisciplinar de consultores, pesquisadores, especialistas, redatores e revisores.

Na busca pela excelência de conteúdo da Enciclopédia, a equipe responsável pela sua manutenção e renovação também procura facilitar cada vez mais a navegação do usuário. Depois de passar por uma reformulação em 2014 e outra em 2017, o novo layout, que comemora seus 20 anos de existência, facilita ainda mais a busca, a navegação e o cruzamento das informações de forma abrangente e dinâmica dentro da plataforma.

O desenho das páginas se tornou mais clean do que nas versões anteriores. A barra de pesquisa traz novos recursos, como filtros e ordenação por relevância, cronologia ou ordem alfabética, gerando respostas mais eficientes. A busca por material audiovisual também é facilitada, já que as mídias ganharam um carrossel na home, possibilitando ao usuário navegar por todos os vídeos presentes no site.

Também, pensando em uma melhor comunicação com o público, o novo desenho simplificou o campo Fale com a Enciclopédia, para que o foco principal esteja na demanda do usuário por meio de suas dúvidas, sugestões e apontamentos. Com essa procura de aproximar quem faz o site das pessoas que o acessam, surge o Editores da Enciclopédia Itaú Cultural dentro de cada verbete. Neste espaço, futuramente as pessoas terão acesso a informações de todos os envolvidos na pesquisa, redação, revisão e publicação de cada registro, além de acessar a política editorial.

Outra inserção é o campo Novidades na Enciclopédia, no qual o público acessa os últimos registros atualizados. Dentro do verbete aparece em tópicos que são abertos ou fechados de acordo com o interesse de pesquisa. Algumas informações, que antes estavam ao longo da página, ganham visualização lateral, propiciando um mapeamento inicial de todas as informações que o leitor pode encontrar.

A ferramenta atinge todos os públicos, embora tenha como perfil o estudantil do ensino fundamental II até a pós-graduação. Portanto, também conta com o Espaço do Professor, um canal de divulgação de conteúdos exclusivos para educadores. Atualmente, é composto por 34 Cadernos do Professor, lançados mensalmente e criados para contribuir com alternativas pedagógicas e ferramentas multidisciplinares para a formulação de aulas. Um exemplo é o Caderno As cores e formas de Beatriz Milhazes, lançado em 16 de março, que teve mais de 12 mil leituras até o mês de junho.

Mais acessados

Biografias, análises de obras, informações sobre termos e conceitos empregados no universo da arte, histórico de grupos e movimentos artísticos estão entre os temas dos verbetes presentes no site. Os mais visitados são de artes visuais, indo do modernismo no Brasil à pintura moderna de Anita Malfatti e ao conceitual Hélio Oiticica, passando por estilos e tempos variados como o de Mestre Vitalino, Beatriz Milhazes, Frans Krajcberg, Tarsila do Amaral, Arthur Bispo do Rosario, Aleijadinho, Lygia Clark, Alfredo Volpi e Rubem Valentim, até movimentos como o barroco brasileiro, artes pública e conceitual, arts and crafts, performance e happening.

Quando o tema é o audiovisual, a busca também é variada. Os filmes mais procurados, são, por exemplo, Bicho de sete cabeças, dirigido por Laís Bodanzky, em 2000, Nós que aqui estamos, por vós esperamos, longa-metragem documental dirigido por Marcelo Masagão em 1999, ou a série de TV, exibida em quatro episódios pela Globo em 2003, A Terra dos Meninos Pelados, baseada no primeiro livro infantil de Graciliano Ramos (1892 -1953) sob a adaptação de Cláudio Lobato e Márcio Trigo.

O território da música tem, entre os artistas mais acessados, Hermeto Pascoal, Leo Canhoto e Martinho da Vila. Na literatura, as pesquisas mais frequentadas são sobre o romancista, poeta e autor de livros didáticos Elias José (1936-2008) e o escritor e um dos fundadores do modernismo no Brasil Mario de Andrade (1893-1945). Aliás, quando se trata do tema literário mais buscado na Enciclopédia Itaú Cultural é justamente o Modernismo Segunda Geração.

Nas artes cênicas, as pesquisas vão além dos atores e atrizes com grande busca sobre os teatros Experimental do Negro, do Absurdo e de Arena. Por sua vez, na dança, recaem em maior quantidade na Videodança, no bailarino e coreógrafo Klauss Vianna e em Companhias Oficiais de Danças Brasileiras.

História da Enciclopédia

Publicada na internet em abril de 2001 – mesmo ano de surgimento da Wikipédia – a primeira versão da Enciclopédia Itaú Cultural era dedicada exclusivamente às artes visuais e continha à época, mais de três mil verbetes, criados com base nas informações reunidas nos bancos de dados da instituição. Foi a primeira a disponibilizar um vocabulário de artes junto ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) e Museu de Arte Contemporânea (MAC) e a ter uma biblioteca.

Inaugurado em 1989, o Banco de Dados colocou à disposição do público informações obtidas a partir de ações de pesquisa, coleta e tratamento e informatização de dados sobre a pintura no Brasil. O acesso era realizado na sede do Itaú Cultural e em outras instituições da cidade de São Paulo e do interior do estado. Essas bases eletrônicas representavam um avanço tecnológico, pois – em uma época anterior à popularização da internet – permitiam a consulta a um grande repertório de informações.

Herdeira desse trabalho, a então Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais teve como objetivo articular esse acervo de dados, ampliando o acesso e atendendo uma diversidade maior de público. A escolha do modelo enciclopédico, disponível de forma gratuita na internet, foi determinante para que o projeto se concretizasse em toda a sua potencialidade, pois favorecia o tratamento das informações de maneira relacionada, integrando conhecimentos e estabelecendo possibilidades de leitura de diferentes perfis de público.

A partir de 2004, norteados pelo desejo do Itaú Cultural de expandir sua atuação no campo das artes e da cultura no Brasil, iniciou-se a formulação de novas enciclopédias em teatro, publicada em 2004; arte e tecnologia e literatura, ambas lançadas em 2007; e cinema, dança e música, em 2014. Em 2009, teve início o processo de criação da atual Enciclopédia que integra o conteúdo de todas essas áreas de expressão anteriormente publicadas em sites próprios.

Para garantir a uniformidade na coleta desses dados e a coerência do material produzido em cada área, foram estabelecidos critérios comuns para a inclusão e seleção dos verbetes e foi criado um vocabulário controlado que orienta a indexação e a ordem de apresentação dos verbetes.

Confira abaixo o novo layout da enciclopédia:

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