Young Lion Resting, estudo de leão do mestre holandês do século XVII, torna-se o desenho mais caro de sua carreira vendido em leilão e terá renda destinada à conservação de felinos selvagens.
Um pequeno desenho de um leão feito por Rembrandt van Rijn alcançou cerca de US$ 17,9 milhões em leilão na Sotheby’s, em Nova York, no dia 4 de fevereiro — um valor que supera em muito o antigo recorde para um trabalho em papel do artista, anteriormente em cerca de US$ 3,7 milhões. A obra, intitulada Young Lion Resting e datada de aproximadamente 1638–1642, é feita a giz preto, realces em branco e lavados de cinza sobre papel e mede apenas cerca de 11,5×15 cm.
Considerado um dos poucos desenhos de animais do pintor — apenas seis leões por Rembrandt são conhecidos — Young Lion Resting era a única representação desse tipo ainda em mãos privadas antes da venda. A peça foi parte da Leiden Collection, uma das coleções privadas mais importantes de arte holandesa e flamenga do século XVII, reunindo várias obras-chave do próprio Rembrandt e de contemporâneos.

Jovem Leão Descansando quebrou o recorde de Rembrandt de US$ 3,7 milhões para uma obra em papel. Sotheby’s
O resultado da venda também carrega um significado filantrópico: a quantia arrecadada será destinada à Panthera, organização internacional dedicada à conservação de grandes felinos e seus habitats, cofundada pelo colecionador Thomas S. Kaplan. Kaplan havia adquirido o desenho em 2005 como sua primeira obra de Rembrandt, e sua decisão de leiloar a peça une mercado de arte e causas ambientais em um gesto inédito de longo alcance.
O sucesso do leilão é visto como um sinal de recuperação e dinamismo no mercado de arte após anos de retração, além de destacar o impacto contínuo da obra de Rembrandt não apenas como arte histórica, mas como ferramenta para impulsionar ações contemporâneas de conservação e diálogo cultural.


