Obra mais famosa do artista italiano voltou a provocar confusão após desaparecer de uma exposição no Centre Pompidou-Metz, na França
A célebre banana presa à parede com fita adesiva, que transformou Maurizio Cattelan em um dos nomes mais comentados da arte contemporânea nos últimos anos, voltou ao centro das atenções após desaparecer temporariamente de uma exposição no Centre Pompidou-Metz, na França. A instituição confirmou que o elemento principal de Comedian (2019), a fruta que integra a obra, foi retirado no último fim de semana e que um processo policial foi aberto para investigar o caso. Poucas horas depois, porém, a instalação já havia sido restaurada com uma nova banana, seguindo o protocolo previsto pelo próprio trabalho.
A obra integra a grande mostra “Dimanche sans fin”, concebida por Cattelan para celebrar os 15 anos do Centre Pompidou-Metz. A exposição ocupa todos os espaços do museu e reúne cerca de 400 trabalhos da coleção do Centre Pompidou em diálogo com aproximadamente 40 obras do artista italiano, em um percurso concebido como um vasto abecedário visual inspirado nas ideias do filósofo Gilles Deleuze. Desde sua abertura, o projeto já recebeu mais de 140 mil visitantes e foi pensado como uma experiência em constante transformação, marcada por desaparecimentos, reaparições e mudanças ao longo de sua duração.
Apresentada originalmente na Art Basel Miami Beach, em 2019, Comedian tornou-se um fenômeno global ao transformar uma banana comum em uma das obras mais debatidas do século XXI. Não é a primeira vez que a instalação gera episódios inusitados: em diferentes ocasiões, a fruta foi consumida por visitantes e até por colecionadores que adquiriram a obra. No caso recente de Metz, o museu informou que não houve danos irreversíveis, já que a banana é considerada um elemento perecível e substituível da instalação. A mostra “Dimanche sans fin. Maurizio Cattelan et la collection du Centre Pompidou” permanece em cartaz no Centre Pompidou-Metz até fevereiro de 2027.


