A polícia da Baviera anunciou a desarticulação de uma rede internacional de falsificação de obras de arte, responsável por tentar vender pinturas falsas atribuídas a nomes como Rembrandt, Pablo Picasso e Frida Kahlo. Segundo o Escritório Estadual de Polícia Criminal (BLKA), o grupo, que enganava colecionadores com peças avaliadas em milhões de dólares, era liderado por um homem alemão de 77 anos, auxiliado por dez cúmplices.
A investigação — batizada de Dora Maar, em referência à musa de Picasso — teve início no início do ano e envolveu cerca de cem agentes e três promotores públicos. Segundo o site Artnews, o suspeito principal foi preso ao tentar vender duas supostas obras originais de Picasso, entre elas um retrato de Dora Maar, semelhante a um exemplar autêntico que recentemente alcançou € 32 milhões em leilão na casa Drouot, em Paris. As operações se estenderam por várias cidades da Alemanha, como Munique, Berlim e Stuttgart, e também identificaram falsificações na Suíça e em Liechtenstein.
Entre os casos mais graves está a tentativa de vender uma cópia de Os Síndicos dos Drapers de Amsterdã (1662), de Rembrandt, por US$ 150 milhões. A obra falsificada pertencia a uma mulher suíça de 84 anos, agora investigada pelas autoridades locais. No total, 19 outras pinturas — atribuídas falsamente a artistas como Van Dyck, Rubens, Modigliani e Miró — foram apreendidas, com preços que variavam entre US$ 460 mil e US$ 16 milhões. Um homem de 74 anos é acusado de produzir laudos falsos de autenticidade. As autoridades alemãs informaram que todas as obras confiscadas passarão por análises periciais detalhadas nas próximas semanas.


