Danielian Galeria passa a ter 100% dos negócios registrados como NFTs

Anna Bella Geiger, Variaveis, 1978 | FOTO: Cortesia Danielian / Galeria Divulgacao

A Danielian Galeria, já no primeiro trimestre de 2022, irá emitir certificados digitais na venda de suas obras, passando a ter 100% dos negócios registrados como NFTs (tokens não fungíveis)a partir da tecnologia blockchain. As primeiras obras a se beneficiarem desta inovação serão a dos artistas Geraldo Marcolini (1969), Glauco Rodrigues (1929-2004), Jorge Guinle (1947-1987), Josafá Neves (1971), Manfredo de Souzanetto (1947), Marçal Athayde (1962) e Nelly Guttmacher (1941), representados pela galeria.

A iniciativa pioneira lança no mercado a ferramenta Pixway, da Tropix, empresa de arte digital, liderada por Daniel Peres Chor, e que desde sua criação há quatro meses já conta com uma rodada de investimentos de US$ 2 milhões.

Ludwig Danielian, sócio-diretor da Danielian Galeria, junto com seu irmão Luiz Danielian, afirma que “à medida que as obras de arte forem tokenizadas, elas passarão a ter uma certificação de domínio público, uma validação muito mais segura do que a existente em uma folha de papel, que independe de registros em cartório, e, portanto, está mais sujeita a falsificações. A tokenização garante, assim, o direito de sucessão das obras para os artistas ou suas famílias”.

“Estamos nos preparando para o futuro. A transparência sempre foi uma questão fundamental para a Danielian Galeria, e achamos esta ferramenta no mercado a partir da Tropix, e queremos seguir em frente com esta parceria. Inicialmente com as obras que forem vendidas, depois aplicar o NFT em todo o nosso acervo, e futuramente expandirmos para a certificação digital dos acervos dos artistas trabalhados por nós. Este é um caminho sem volta”, destaca Ludwig Danielian.

Daniel Peres Chor explica que “a operação da Pixway começa naturalmente com uma aplicação voltada para o mercado de fine arts, onde já atuamos com nosso marketplace que é a Tropix. Com a Pixway, queremos ser uma espécie de cartório para as galerias e para os artistas, tanto no mundo online quanto no mundo offline. Pretendemos usar a tecnologia que construímos para a Tropix e a Pixway com outros players e em outras verticais, para diversas aplicações”.

A ferramenta capaz de registrar ativos físicos ou digitais na tecnologia blockchain é um próximo passo na empreitada do mesmo grupo de notáveis em criptonegócios que construiu a Tropix. Entre eles, estão Bernardo Schucman, maior minerador de bitcoin do Brasil e um dos criadores do protocolo no qual se baseia a plataforma de comunicação Google Meet; Alexandre Icaza, venture builder com 20 anos de experiência no mercado de privateequity; Guilherme Nigri, colecionador e investidor em mais de 15 projetos no Vale do Silício; e Zé Lima, especialista em marketing e fundador de mais de dez start ups. Aplicações da tokenização em novos territórios estão previstas para breve.

Glauco Rodrigues
Violencia 3
1974 | FOTO: Cortesia Danielian Galeria/Divulgação

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