A Benx e a Dasartes, têm o prazer de anunciar os projetos finalistas do ART BOULEVARD – PRÊMIO DE ESCULTURA CONTEMPORÂNEA, iniciativa que selecionará uma obra tridimensional para ocupar o espaço público na cidade de São Paulo.
Agradecemos imensamente a todos os artistas que participaram deste edital inédito, além dos produtores e agentes culturais que apoiaram e divulgaram a iniciativa. Cada inscrição contribuiu para transformar este projeto em um movimento coletivo em defesa da arte na cidade.
De um total de 142 projetos recebidos e por um empate técnico no sistema de pontuação pela comissão julgadora, foram selecionados 11 finalistas ao invés dos 10 previstos no edital. Os projetos foram escolhidos cuidadosamente com base em critérios como impacto visual, originalidade, adequação ao local e viabilidade técnica, por uma comissão julgadora composta por especialistas de destaque nacional:
Benx (Diretoria)
Liege Jung (Dasartes)
Marc Pottier (curador)
Patricia Wagner (curadora do IAC)
Antonio Gonçalves (curador da Casa Zalszupin)
Em breve, anunciaremos a data oficial da cerimônia de premiação do Prêmio Art Boulevard, momento em que serão revelados os três projetos vencedores.
O primeiro colocado terá sua obra materializada na Av. Cidade Jardim, 280, a avenida que respira arte e inspirou uma obra-prima da Benx + RFM, o 280 Art Boulevard, transformando o espaço público em uma nova referência artística. Já o segundo e terceiro lugares receberão prêmios em dinheiro, reconhecendo o talento e a criatividade dos finalistas.
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(finalistas em ordem alfabética)
ANA FERRARI
Portal do Tempo, de Ana Ferrari, propõe um encontro entre cidade e natureza. Seis torres metálicas em círculo formam um relógio simbólico, refletindo o público em suas superfícies espelhadas. Sinos de vento, afinados na “frequência do amor” (528 Hz), criam uma atmosfera sensorial, unindo a solidez da escultura ao ritmo fluido da floresta.
Ana Ferrari é artista brasileira cujo trabalho investiga animismo, sistemas cristalinos e cimática, explorando frequências e conexões universais da natureza. Multidisciplinar, atua com esculturas, instalações, joias e objetos, utilizando metais, cristais, vidro, pedras e madeira para refletir a energia vital e a ordem oculta presentes no mundo natural.
DANIEL PRAZERES
Art. Biotecnáura, de Daniel Prazeres, une arte, natureza e tecnologia em uma escultura que remete a organismos vivos e arquiteturas futuristas. Lâminas de aço corten em espiral ascendente envolvem uma gema azul central — símbolo de vitalidade e conexão sensível entre humanos e não humanos. Inspirada na proporção áurea, a obra celebra a harmonia entre o biológico e o tecnológico.
Daniel Prazeres investiga o espaço urbano e as relações entre política, sociedade, natureza e tecnologia. Sua pesquisa destaca como a natureza, tanto biológica quanto cultural, interage com elementos tecnológicos e dados, moldando experiências humanas e sociais. Nos ambientes urbanos, a presença do verde e sua organização refletem desigualdades sociais, evidenciando que a natureza projetada se torna um privilégio ligado à valorização do solo e à infraestrutura dos bairros.
DEE LAZZERINI
XVII, da série PIN, de Dee Lazzerini, traduz o conceito de “arte como patrimônio contemporâneo”. A escultura funciona como marcador simbólico da praça, convidando à interação pública e ao diálogo com a cultura do bairro. Com geometrias puras em escala ampliada e superfície em oxidação controlada, a obra equilibra racionalidade arquitetônica e organicidade, tempo e permanência.
Dee Lazzerini cria corpos escultóricos orgânicos inspirados em seus estudos em nanobiologia e engenharia de biomateriais. Suas obras transformam técnicas científicas, como o electrospinning, em esculturas macroscópicas de poliuretano, explorando camadas, membranas e campos. Materiais cotidianos, como alfinetes e crochês, ganham novos sentidos, evocando memórias pessoais e coletivas, enquanto tensionam fragilidade e agressividade.
GIÁCOMO TOMAZZI
Totem, de Giácomo Tommazi, inspira-se em Isamu Noguchi, Constantin Brancusi e Barbara Hepworth para criar uma presença artística ao mesmo tempo contemplativa e potente. Seis volumes empilháveis formam um totem contemporâneo, conectando a terra às forças cósmicas. Furos atravessam os módulos, permitindo a circulação do olhar e estabelecendo um diálogo sensível entre espaço, luz e matéria, convidando o público a experienciar a escultura de diferentes perspectivas.
Giácomo Tomazzi busca inspiração na arquitetura, arte, natureza e cultura nacional, explorando novos processos de produção, materiais e formas de habitar. Com peças de desenho elegante e minimalista, seu trabalho combina funcionalidade e linguagem autoral. Valoriza a interseção entre produção industrial e técnicas artesanais, criando objetos de alma brasileira que conectam pessoas, emoções e estilo.
GISELLY PIRES
Reflexos Cruzados, de Giselly Pires, é uma instalação urbana que dialoga com a arquitetura contemporânea para refletir os fluxos e deslocamentos de São Paulo. Posicionada diante de um edifício de traços verticais, a obra transforma a fachada em parte ativa da intervenção, como uma vela que captura os ventos da cidade, refletindo seus movimentos, histórias e memórias.
Giselly Pires desenvolve projetos de interiores e soluções urbanas, além de experiências espaciais como cenógrafa e expografista. Sua produção artística transita entre música, fotografia, artes plásticas e intervenções urbanas, explorando sensibilidade, espaço e narrativa visual com coerência estética e poética.
GLENN HAMILTON
Existência, de Glenn Hamilton, propõe uma experiência imersiva, onde a escultura alta, leve e transparente revela camadas da existência humana — batalhas, afetos, conquistas e amor. Cada elemento, único como os membros de uma família, integra-se ao conjunto, conduzindo o olhar até quatro metros acima, conectando o público ao céu e à história do edifício que o abriga.
Nos últimos 20 anos, Glenn Hamilton busca, em suas pesquisas, subverter a frieza e a rigidez dos metais, num exercício de rebeldia e resistência, agregando transparência, leveza e calor. Esse movimento amplia o vocabulário visual desses materiais.
LUCA BENITES
Curvas, de Luca Benites, é uma escultura monumental que estabelece diálogo entre arquitetura, tempo e paisagem urbana. Seis planos verticais de aço preto, intercalados por uma curva dourada, atravessam o espaço como gesto simbólico, revelando o presente. A curva, extraída da arquitetura do edifício, representa sutileza, fugacidade e o inesperado, em contraste com a rigidez das estruturas verticais, convidando o público a atravessar a narrativa visual e física da obra.
Luca Benites têm obras em acervos e espaços públicos no Brasil, América do Sul, Estados Unidos e Europa. Seu trabalho investiga a percepção do tempo através da matéria e do vazio, dialogando com minimalismo, arquitetura e escultura latino-americana. Influenciado pela arquitetura, alia rigor geométrico à poética do sensível.
MICHELLE ROSSET
Eixo Reverso, de Michelle Rosset, é uma escultura que estende sensivelmente as linhas curvas do edifício, criando diálogo entre arte e arquitetura. Com formas orgânicas e contínuas, representa o fluxo constante da cidade e se conecta à natureza ao redor. O contraste entre a rigidez do aço e a leveza do traço convida à contemplação, toque e interação no espaço urbano.
Michelle Rosset investiga espacialidade, tridimensionalidade e comunicação em sua prática artística, transitando entre pintura, escultura, vídeo e instalações. Seu trabalho parte da observação do espaço real para criar narrativas visuais que dialogam com presença, transformação e interação com o ambiente, ressignificando espaços e convidando à reflexão poética.
PAULO NEVES
Oásis, de Paulo Neves, é uma obra visual e sonora que integra arte, natureza e tecnologia, criando um refúgio simbólico de tranquilidade e introspecção no espaço urbano de São Paulo. O ovo central representa a origem da vida e a promessa de novos começos, enquanto suas hastes curvas contrastam fragilidade e resistência. A base giratória, movida a energia solar, reforça a ideia de ciclo, movimento e constância, convidando o público a desacelerar e se conectar com o presente.
Paulo Neves iniciou sua trajetória com cerâmica aos 16 anos. Desde os 20 anos, dedica-se profissionalmente a esculturas biomórficas em cerâmica e bronze, explorando o ovo como símbolo primordial da vida e dialogando com tempo, espaço e formas vazias em suas obras.
RODRIGO SASSI
Fruto dos Nossos, de Rodrigo Sassi é uma escultura tridimensional em aço que dialoga com o espaço externo do condomínio 280 Art Boulevard. Com formas abstratas que evocam folhas, galhos e raízes, a obra combina robustez e leveza, equilibrando-se em pontos esguios que sugerem dinamismo e tensão, conectando-se ao cotidiano e à paisagem ao redor.
Rodrigo Sassi começou no grafite e evoluiu para intervenções urbanas e esculturas tridimensionais. Trabalhando com materiais industriais, muitas vezes coletados nas ruas, Sassi transforma a matéria e suas memórias, refletindo as dinâmicas da cidade e das relações humanas.
VICTOR HARABURA
Dracaena, de Victor Harabura, é um conjunto de dez esculturas em aço corten inspirado na Espada-de-São-Jorge, com até 6 metros de altura, instalado na área frontal do 280 Art Boulevard. A obra transforma a planta em símbolo de proteção, força e espiritualidade, convidando o público a interagir fisicamente, circular entre as formas e vivenciar uma experiência sensorial imersiva que conecta arte, natureza e cidade.
Victor Harabura desenvolve obras que materializam desejos e emoções vinculados ao tempo, buscando traduzir, em cada escultura, a essência dos espíritos de suas épocas. Suas criações revelam as cicatrizes da vida social, expressando com intensidade as marcas que atravessam e transformam a alma humana.













