A cidade de Diamantina (MG) recebe, a partir de 1º de outubro, a sétima edição da Bienal do Sertão, que neste ano adota o tema “Poesia em Confluência”. A abertura contará com performances e falas institucionais na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e, no dia 3, no Teatro Santa Izabel, haverá shows de música e novas apresentações. Até 30 de outubro, a programação ocupará diferentes espaços históricos e culturais da cidade, como o Museu do Diamante, a Casa de Chica da Silva e o Museu da Tipografia Pão de Santo Antônio, além do núcleo contemporâneo no Teatro Santa Izabel.
Criada em 2012 pelo historiador e curador Denilson C. Santana, a Bienal do Sertão se consolidou como evento itinerante e de caráter artístico e pedagógico, reunindo artistas, instituições e centros de pesquisa em torno de reflexões ligadas ao território do sertão brasileiro. Com a proposta de ser uma “bienal de bioma”, o evento alterna suas edições em diferentes localidades, articulando eixos de exposição contemporânea e histórica, sempre com entrada gratuita e diálogo entre arte e pesquisa acadêmica.
A edição de 2025 tem curadoria de Laura Benevides e Janaina Selva, que reúnem artistas e coletivos de várias regiões do Brasil e do exterior. Entre os nomes confirmados estão Alana Barbo, Ambuá, Camila Kahhykwyú Canela, Derlon, Conceição Myllena, Rafael Vilas Freire, Sofia Ramos e Taís Koshino, além de participações internacionais como María Zegna (Argentina), Helena Sofia Klipp (Alemanha) e a dupla Polina Shklovskaya & Briseis Schreibman (Rússia/EUA). Em interlocução internacional, a Bienal contará também com a presença do curador Hernán Pacurucu, da Bienal de Cuenca (Equador), que trará seis artistas para o Brasil, e da Posverso Bienal (Argentina), representada por Silvio de Gracia.
Com o tema “Poesia em Confluência”, a programação propõe diálogos entre ancestralidade, clima, tecnologia, identidade e modos de vida, em uma abordagem poético-científica. Além das exposições, o evento oferecerá seminários, residências, performances e atividades em parceria com instituições locais e internacionais. Diamantina, patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais, torna-se palco dessa confluência de linguagens e narrativas visuais que ampliam o debate sobre a arte contemporânea no Brasil e no mundo.
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