Com Adriana Almada e Tereza de Arruda à frente, 16ª edição propõe habitar o “entre” e transforma o Paraná em plataforma internacional da arte contemporânea
A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba revelou o título e o conceito de sua 16ª edição, que acontece de 14 de junho a 15 de novembro de 2026, ocupando diferentes espaços da capital e de outras cidades do Paraná — entre eles o Museu Oscar Niemeyer. Sob o título LIMIARES, a mostra parte da ideia de fronteira como território fértil, refletindo sobre um presente em que os limites entre humano e tecnologia, natural e artificial, tornam-se cada vez mais porosos.
A curadoria é assinada por Adriana Almada e Tereza de Arruda, ao lado de uma equipe multicultural de convidados. Para as curadoras, “mais do que um conceito, LIMIARES é uma atitude: habitar a fronteira, permanecer no entre e criar a partir da incerteza”. A proposta entende o momento atual como espaço de transição e aposta na arte como mediadora entre mundos, promovendo diálogos entre artistas, pesquisadores, cientistas e estudantes.

Curadora Adriana Almada

Curadora Tereza de Arruda
Marcando o retorno ao formato presencial após a edição online de 2021, a Bienal reafirma seu alcance internacional e sua força de mobilização — em 2019, a última edição física recebeu mais de um milhão de visitantes. Além de ocupar museus como o MON, o Museu Paranaense e o MAC-PR, o evento amplia sua presença para 33 cidades do estado, com ativações em terminais e ônibus urbanos. A programação também prevê articulações em cidades como Buenos Aires, Los Angeles, Berlim, Roma e Hangzhou, consolidando o caráter global da Bienal.
Nesta edição, tecnologia e inovação ganham centralidade. Obras em realidade aumentada, sistemas interativos e investigações sobre inteligência artificial expandem a experiência expositiva para além dos museus, ativando o espaço urbano e propondo novas camadas de leitura. Ao articular arte, ciência e cidade, a 16ª Bienal de Curitiba se posiciona como plataforma de pesquisa e experimentação, reforçando o Paraná como polo estratégico no circuito contemporâneo internacional.

