O artista brasileiro Artur Lescher foi o vencedor do Prêmio de Arte de Zurique 2025, concedido pelo Museum Haus Konstruktiv em parceria com a Zurich Insurance Company Ltd.. Considerado um dos principais reconhecimentos da arte contemporânea europeia, o prêmio — que chega à sua 18ª edição — inclui 100 mil francos suíços e uma exposição individual no museu, referência internacional em arte concreta e conceitual. Intitulada Campos entrelaçados, a mostra tem curadoria de Sabine Schaschl, diretora da instituição, e será inaugurada nesta quinta, 23 de outubro de 2025, em Zurique.
Na exposição, Lescher apresenta obras que exploram a relação entre forma, espaço e movimento, incorporando materiais como cobre, ferro e náilon em composições que evocam leveza e tensão. Suas esculturas dialogam com a tradição de nomes como Brancusi, Louise Bourgeois e Giacometti, ao mesmo tempo em que revelam influências do Neoconcretismo brasileiro e do design industrial. Entre as obras em destaque está V Sagittae Memorial, inspirada em uma estrela dupla que deverá se tornar visível da Terra em 2083, e a instalação Entrelinhas, criada especialmente para o museu.
Atuando desde os anos 1980, Artur Lescher é reconhecido por sua pesquisa sobre os limites da escultura e o potencial expressivo dos materiais. Sua prática articula referências mitológicas, físicas e arquitetônicas, construindo uma poética que transforma a percepção do espaço. A exposição em Zurique aprofunda o diálogo entre a arte concreta europeia e as vertentes neoconcretas brasileiras, evidenciando o papel do artista na expansão contemporânea da linguagem escultórica.



