O Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.) inaugurou sua terceira edição nos muros do Museu Paraense Emílio Goeldi, transformando 2.500 metros de paredes em uma galeria a céu aberto. Em onze dias de trabalho, 20 artistas convidados via edital criaram 19 murais — 17 no Parque Zoobotânico, patrimônio de mais de 130 anos, e dois no Campus de Pesquisa. Inspiradas em coleções e pesquisas do Goeldi, as obras abordam temas como arqueologia, heranças afro-amazônicas, saberes indígenas, fauna e flora amazônicas.
Para a realização, foram utilizados mais de mil litros de tinta, cobrindo os muros com imagens que dialogam com a biodiversidade e a memória cultural da região. Antes da execução, os artistas participaram de uma imersão no acervo do museu, que inclui cerâmicas marajoaras, peças tapajônicas e a maior coleção indígena do mundo. Entre os nomes participantes estão Éder Oliveira, Alex Senna, Alessandro Hipz, Amanda Nunes, além de criadores locais e de outros estados, selecionados por uma curadoria que buscou tanto representações diretas da natureza quanto interpretações simbólicas da Amazônia.
Os murais permanecerão expostos por pelo menos um ano, consolidando o M.A.U.B. como um marco da arte urbana em Belém. A intervenção conecta arte, ciência e memória coletiva, em sintonia com os debates culturais e ambientais que antecedem a COP30, prevista para ocorrer na capital paraense em 2025.
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