O Instituto CURA entra na fase final de execução do maior macromural do Brasil, criado pelo coletivo indígena MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin). A intervenção ocupa cerca de 100 casas em comunidades de Nova Lima (MG) — entre os bairros Vila São Luís, Monte Castelo, Vila Marise, Morro das Pedrinhas, Cascalho e Montividiu —, formando uma vasta composição visível a grandes distâncias. Sob curadoria de Janaina Macruz e Priscila Amoni, o projeto envolve pintura, escuta comunitária e regeneração urbana, reunindo moradores, pintores e produtores locais em um processo colaborativo.
A criação do MAHKU tem origem em um canto de cura da tradição huni kuin, traduzido visualmente nas fachadas e telhados das casas. As imagens remetem ao espírito da floresta e às relações de proteção e equilíbrio entre natureza e comunidade. A equipe participante inclui artistas como Ibã Huni Kuin, Acelino Sales, Cleiber Bane, Cleudon Txana Tuin, Pedro Maná, Kássia Borges, Yaka Huni Kuin e Rita Huni Kuin, em parceria com a Carmo Johnson Projects. De acordo com Ibã, a pintura representa “um espírito da floresta vivo”, que transmite paz e proteção às famílias que habitam o local.
Com mais de 500 pessoas envolvidas diretamente, o projeto marca uma nova etapa na atuação do Instituto CURA, que desde 2017 tem promovido ações de arte pública em larga escala. A iniciativa transforma o território em um mosaico coletivo, onde cada casa é tratada como uma obra única, compondo um panorama que une arte, memória e pertencimento.



