Às vésperas da COP 30, a companhia anglo-brasileira ZU-UK lança duas residências artísticas que unem arte, tecnologia e práticas imersivas, com foco em novas formas de participação social e imaginação política. A primeira é o ZAPLAB, totalmente online e conduzido via WhatsApp, de 20 a 24 de setembro de 2025, aberta a artistas de todo o Brasil. A segunda é a DRIFT, residência presencial que acontece em Belém, de 27 de outubro a 2 de novembro, reunindo criadores locais e de outras regiões para desenvolver intervenções ligadas a justiça climática e participação pública. Os trabalhos de ambas as iniciativas serão apresentados durante a Conferência do Clima, em novembro.
O ZAPLAB propõe transformar a comunicação digital cotidiana em espaço de experimentação artística, com tarefas, mensagens e provocações enviadas diretamente pelo aplicativo. Já a DRIFT, em parceria com a Universidade Federal do Pará, convida artistas a criar e testar ações que dialoguem com saberes diversos e realidades locais, reforçando a centralidade das comunidades amazônicas nas discussões sobre clima. Segundo Jorge Lopes Ramos, cofundador da ZU-UK, o objetivo é “oferecer plataformas para vozes e experiências específicas de quem vive em Belém, colocando-as no centro das conversas sobre o futuro”.
Com metodologias inspiradas em jogos imersivos e no conceito de Larpocracy — rede internacional que explora alternativas democráticas pela prática artística —, as residências integram um projeto financiado pelo programa europeu Horizonte Europa, em parceria com universidades e coletivos de diversos países. Fundada entre Londres e Rio de Janeiro, a ZU-UK reúne artistas neurodivergentes e/ou com deficiência, e se destaca por criar experiências acessíveis e transformadoras, que combinam arte, educação e tecnologia para ampliar a escuta e a ação coletiva.
As inscrições estão abertas até o dia 31 de agosto, para outras informações acessar os canais oficiais da ZU-UK, como o perfil @IamZuuk no Instagram.


