Com recorde de público, inovação tecnológica e protagonismo internacional, nova gestão projeta a Fundação para a 61ª Bienal de Veneza e amplia itinerâncias pelo Brasil
Andrea Pinheiro foi reeleita presidente da Fundação Bienal de São Paulo para o biênio 2026–2027, dando continuidade a uma gestão marcada por reestruturação institucional, fortalecimento da governança e ampliação do acesso à arte. À frente da instituição desde janeiro de 2024, ela se tornou a primeira mulher a entregar uma edição da Bienal e liderou uma série de mudanças que reposicionaram a Fundação no cenário nacional e internacional.
Entre os principais marcos do primeiro mandato está a criação de um novo modelo de seleção curatorial, com a implementação de um comitê colegiado para a escolha da curadoria da 36ª Bienal — formato que será mantido na próxima edição. A ampliação da mostra em um mês, permitindo visitação durante o período de férias escolares, contribuiu para um recorde de 784.399 visitantes, crescimento de cerca de 20% em relação à edição anterior. O programa educativo também foi expandido, alcançando 113 mil atendimentos, com destaque para ações voltadas a crianças, adolescentes e formação de professores.
A gestão investiu ainda em inovação digital com o lançamento do aplicativo Bienal Prática, que integrou inteligência artificial, reconhecimento de imagem e recursos de acessibilidade em uma plataforma inédita de mediação. A iniciativa reforça a aposta da Fundação em tecnologia como ferramenta de democratização cultural. No campo institucional, a Bienal consolidou sua sustentabilidade financeira e ampliou estratégias de captação, incluindo um leilão beneficente que arrecadou mais de R$ 5 milhões.
Para os próximos dois anos, a Fundação projeta a itinerância da 36ª Bienal por mais de dez cidades e prepara a participação do Brasil na 61ª Bienal de Veneza, com curadoria de Diane Lima e obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino. A reeleição de Pinheiro sinaliza a continuidade de um projeto que articula governança, educação e presença internacional como eixos centrais da atuação da Bienal de São Paulo.


