Marco histórico em Barcelona coloca em destaque a obra inacabada de Gaudí enquanto restauração avança rumo a 2026
A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, alcançou sua altura final prevista de 172,5 metros em 20 de fevereiro de 2026, com a instalação da última peça da cruz cristalina no topo da Torre de Jesus Cristo — a torre central projetada por Antoni Gaudí que domina o skyline da cidade. Essa etapa representa um dos momentos mais significativos na longa construção que já dura mais de 140 anos, transformando a igreja modernista na mais alta do mundo dentro de seu tipo.
A cruz, composta por braços de cerâmica e vidro e projetada para ser vista de qualquer direção, foi erguida com grandes guindastes e posicionada em várias fases ao longo de meses de trabalho. A conclusão estrutural do ponto mais alto do templo ocorre em um momento simbólico para Barcelona, que se prepara para celebrar o centenário da morte de Gaudí em junho de 2026 — amplificando o peso cultural do feito.
Apesar do marco arquitetônico, a Sagrada Família ainda não está totalmente concluída: obras internas, acabamento de fachadas e detalhes contínuos mantêm a construção ativa — estimando-se a finalização completa somente ao fim da década. A expectativa é que grande parte dos andaimes sejam removidos até a inauguração oficial da cruz, oferecendo finalmente uma visão mais limpa da estrutura para moradores e visitantes.
Além de seu significado espiritual, a basílica segue sendo um enorme polo turístico e fonte de receita cultural para Barcelona: milhões de visitantes por ano ajudam a financiar a obra contínua, enquanto novos projetos como a instalação de iluminação noturna da torre, em parceria com a Fundación Endesa, ampliam o impacto visual da construção histórica na paisagem urbana.

