William Forsythe | Sesc Pompeia

O Sesc Pompeia apresenta entre os dias 27 de março e 28 de julho de 2019 “William Forsythe: Objetos coreográficos”, primeira exposição do coreógrafo e artista visual norte-americano no Brasil.

Reconhecido mundialmente como um dos mais inventivos coreógrafos em atuação, William Forsythe, 69 anos, trabalhou em diversas companhias de dança antes de dirigir o Ballet Frankfurt (Alemanha), entre 1984 e 2004, e criar seu próprio grupo, o The Forsythe Company, em atividade de 2005 a 2015. Representado pela galeria Gagosian, ele vem desenvolvendo desde o início dos anos 1990 uma série de trabalhos que extrapolam os palcos: os objetos coreográficos.

Fundindo conceitos das linguagens da dança e artes visuais, as obras propõem a colocação do corpo em movimento a partir de estímulos prévios. Com instruções escritas ou faladas, suas instalações e vídeos convocam os visitantes a se moverem, ativando a percepção do corpo não coreografado.

Realizada pelo Sesc São Paulo, com curadoria da Forsythe Produções, em colaboração com Veronica Stigger, a mostra reunirá onze obras, que dialogam com a arquitetura do Sesc Pompeia (projetado por Lina Bo Bardi) e ocuparão diferentes espaços da unidade: Rua Central, Área de Convivência, Hall do Teatro, Galpão e passarelas do conjunto esportivo.

Entre elas, destaca-se Em nenhum lugar e em todos lugares ao mesmo tempo, São Paulo (2015/2019), que terá centenas de pêndulos pendurados em uma área de 300 m2 e ao entrar, os visitantes terão que se deslocar para um lado e para o outro, numa espécie de dança, desviando dos objetos. Stellentstellen (2013) é um vídeo duplo em que dois bailarinos entrelaçam seus corpos em movimento contínuo, que é exibido em slow motion, num híbrido de coreografia, filme e escultura. Já na inédita Insustentáveis, São Paulo (2019), produzida especialmente para a exposição, o público será convidado a se movimentar, seguindo instruções ditadas por uma voz gravada.

“Os objetos coreográficos não são obras para serem contempladas ou apreciadas por suas características estéticas intrínsecas. Eles são objetos concebidos para estimular o movimento e só adquirem plena função a partir da sua relação com o público”, afirma a curadora brasileira.

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