O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) promove no dia 5 de agosto de 2026, às 15h, uma visita mediada ao público à exposição Vik Muniz – A Olho Nu, feita pelo curador Daniel Rangel. Às 18h, haverá a exibição única no Cinema I do CCBB do premiado documentário Lixo Extraordinário (Waste Land), 2010, 1h39 min, com direção de Lucy Walker e codireção de João Jardim e Karen Harley, que acompanha Vik Muniz junto com os catadores no lixão de Jardim Gramacho, o maior a céu aberto da América Latina, que existiu de 1976 a 2012. A trilha sonora é de Moby. Daniel Rangel, curador da exposição, fará a apresentação do filme. Lixo Extraordinário tem classificação livre, e a entrada para os dois eventos é gratuita e deve ser retirada na bilheteria (a partir das 9h) ou pelo site bb.com.br/cultura. A capacidade do Cinema I é de 98 lugares.
Vik Muniz – A Olho Nu é a maior e mais abrangente retrospectiva já feita sobre a produção de Vik Muniz, com 225 obras de 1988 até 2026, de 41 diferentes séries, desde suas famosas fotografias até esculturas, inéditas ou pouco conhecidas pelo público. A exposição ocupa a Rotunda e a área em frente à bilheteria, e todo o Primeiro Andar. O patrocínio é do Banco do Brasil, a realização do Centro Cultural Banco do Brasil, apoio do BB Asset e produção da N+1 Arte Cultura.
O filme Lixo Extraordinário foi indicado ao Oscar como melhor documentário em 2011 e recebeu 29 prêmios e treze indicações em diversos festivais prestigiosos, como o de Berlim (prêmios da Anistia Internacional e do público, na mostra Panorama); o de Estocolmo (prêmio do público); o Sundance (prêmio do público para melhor documentário internacional); o Festival Internacional de São Paulo (melhor documentário), todos em 2010; e o Festin Lisboa Film Festival (menção honrosa como melhor filme e prêmio do público para melhor filme), em 2011. Para ver a lista completa das premiações, visite o link: https://www.imdb.com/pt/title/tt1268204/awards/
CATADORES PARTICIPARAM DO PROCESSO CRIATIVO
Lixo Extraordinário mostra o trabalho de Vik Muniz em colaboração com catadores de materiais recicláveis. O artista não quis apenas retratá-los, mas envolvê-los diretamente no processo criativo: os catadores participaram da criação de retratos gigantes feitos com materiais recicláveis do próprio lixão. As obras foram fotografadas e vendidas em leilões internacionais, e o dinheiro arrecadado foi revertido para melhorias na vida dos participantes (moradia, educação, infraestrutura).
O impacto foi tanto econômico quanto simbólico: ajudou a mudar a forma como esses trabalhadores eram vistos – de invisíveis sociais para protagonistas de uma obra artística reconhecida mundialmente.

